Em primeiro lugar celebro com entusiasmo o fato de Lula da Silva estar proibido de mentir – ordens médicas!
É facílimo ver se ele está ou não mentindo: se estiver com a boca aberta e houver som saindo dela, é mentira. Com câncer (mesmo que isso seja miseramente uma jogada de marketing como desconfio que foi o câncer da Dilma) na laringe e, consta, em tratamento químico que faz cair o cabelo e a barba, anunciado em público e para todos, fica assim sem poder mentir até que “tenha uma recuperação miraculosa” aumentando-lhe ainda mais a popularidade (já supera Jesus Cristo por vasta margem, neste quesito, por sinal!) ou enquanto o câncer – se ele estiver doente mesmo – se espalha mais pelas cordas vocais (curiosa justiça poética se for verdade...).
Alguém poderia argumentar que ele ainda “está escrevendo”. Vejamos isso de perto: na comunicação verbal, Lula da Silva é de tirar o chapéu! É capaz de vender geladeiras para esquimós e cortadores de grama para tuaregues do deserto do Sahara! Já por escrito... Houve quem dissesse que ele estava tendo aulas de gramática e ortografia com o Tiririca. Pessoalmente não tenho esse tipo de preconceito e creio mesmo que, se a legislação eleitoral faculta ao analfabeto participar do processo eleitoral, não há motivo para discriminar o analfabeto que queira votar ou ser votado!
Celebro, solto foguetes, me alegro demais – não pela doença, que é realmente algo cruel e, frequentemente fatal – pelo fato de Lula da Silva estar PROIBIDO DE MENTIR POR ORDEM DO MÉDICO! Sua quimioterapia começou dia 31 de outubro, então é só ir contando os dias em que ele fica sem poder mentir, quiçá montando seus joguinhos Lego, colorindo livrinhos de pintar ou o que ele goste de fazer dentro de seu universo, digamos, “intelectual”. Brincadeira... Ele deve estar, mesmo vomitando as tripas, caso esteja mesmo com câncer, pensando e elaborando meios de extorquir mais ainda do povo brasileiro para a engorda dos que lhe subvencionaram as campanhas eleitorais, o que já faz do Brasil o país mais desigual das Américas, segundo a Folha de S. Paulo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u711962.shtml
Ah, sim! E Lula da Silva é “Doutor Honoris Causa” pela Universidade de Coimbra. Não creio que isso tenha algo a ver com a ajuda milionária que nós – pagadores de impostos – enviamos a Portugal naqueles dias. A palavra “Doutor” já teve o seu peso e o seu valor. Hoje em dia, com médicos do INAMPS remunerados pelo Governo Lula (via sua representante Dilma, neste Terceiro Mandato) na base de menos de R$ 2,00 ou pouco mais de U$ 1 por consulta, vemos um quadro de devastação total na saúde pública.
Considerei esquisito a quadrilha Lulo-Petista ficar “ofendida” com a sugestão de que ele fosse tratado pelo SUS. Qual o problema? Nem eles acreditam no discurso do chefão? Lula da Silva, há pouco tempo, disse que “O Brasil conta com o melhor serviço de saúde pública do mundo, podendo inclusive exportar sua experiência para outros países.” À época cheguei a questionar o que o SUS teria a ensinar aos serviços de saúde pública da Escandinávia (Noruega, Suécia, Dinamarca) ou de Cuba. Foi no mesmo período em que o Senador Magno Malta, do Espírito Santo, andava num carro doado ou emprestado por uma companhia de fornecimento de material ao SUS dentro do que ficou conhecido como “O Escândalo dos Sanguessugas”. A reação da malta de Lula desmonta o discurso do chefão e reconhece: este governo que aí está há 10 anos sucateou, destruiu, desmontou, desmantelou a Saúde Pública no Brasil e gente muito rica, como Lula da Silva, tem de ir para a Privada! Evidentemente.
Falando em gente rica, tanto petista ficou rico, mas tão rico durante esse período mais que negro para a história do Brasil que, ao fim e ao cabo, já não há mais representação política ideológica nessepaíz. Todos os partidos têm em comum duas coisinhas somente: ânsia ou apego ao Poder e ideologia zero.
De Direita – Gente que defende os Bancos, as Grandes Corporações e a roubalheira da Especulatina que concentra o dinheiro (fruto do trabalho de todos) em poucas mãos de gente que só se ocupa em especular e cobrar
De Esquerda – Gente que defende os Trabalhadores e seu acesso à Saúde, Educação, Segurança e tudo o que possa promover o crescimento do SER HUMANO
Vamos deixar clara uma coisa aqui antes que a versão absurda segundo a qual “de direita é quem está no poder e de esquerda é quem está na oposição” alcance mais cérebros tenros. Ou uma pior ainda, evidentemente que elaborada nas fornalhas da Direita e transmitida como “verdade científica” até no mundo acadêmico: “esse negócio de Esquerda e Direita acabou com a queda do Muro de Berlim...” Esse último é um discurso muito útil para esmagar o que resta da Esquerda e impedir o seu surgimento ou ressurreição. Mas, como dizia Georg Lukács, há que se considerar os fatos e, a se continuar como está o mundo globalizado – que, qual Robin Hood às avessas - tira dos pobres para dar aos ricos, o sistema ruirá em algum momento até por dentro: é absoluta e completamente insustentável! Olha lá a Grécia, com o povo nas ruas lutando bravamente para que não façam lá o que FHC começou e Lula da Silva continua a fazer por aqui. Os gregos não querem ser rebaixados socialmente à condição que o grande capital internacional reduziu o Brasil.
As expressões “direita” e “esquerda” em política, têm origem na Revolução Francesa de 1789 que, no período conhecido como da “Convenção” se montou uma Assembléia Nacional Constituinte com representantes de todas as facções sociais da época. À Direita da Mesa Diretora dos Trabalhos sentavam-se os representantes dos banqueiros, dos comerciantes ricos e, na extrema direita, os que ansiavam pelo fim da Revolução e pregavam o retorno à Monarquia. À Esquerda da Mesa Diretora dos Trabalhos sentavam-se os representantes dos Trabalhadores Assalariados, dos Desempregados e dos “Sans Culotte”, literalmente “sem calças” – o equivalente francês aos “descamisados” do populismo tupiniquim.
O Presidente da Mesa colocando um tema em votação usava frequentemente a expressão “Senhores Parlamentares que estão à minha Direita, como votam?” ou “Senhores Parlamentares que estão à minha Esquerda, como votam?” No meio ficava esse pessoal “folha de bananeira”, o típico PMDB que apóia sempre quem está no poder. Eram conhecidos como da “Planície”
Portanto, a Esquerda sempre se posicionou – NA PRÁTICA, NÃO MERAMENTE NO DISCURSO VAZIO – a favor de melhores condições de vida para os trabalhadores e, na França, até hoje, o Serviço Público de Saúde é exemplar e as Escolas Públicas seguem a pleno vapor em meio a um povo que reconhece valores democráticos. Infelizmente, esse modelo só poderá sobreviver dentro ou fora da União Européia se houver a supressão sumária do “Banco Central Europeu” ou se este for obrigado a emitir moeda sem custo para os países membros. A se manter um banco privado, com fins lucrativos, como o único com direito a emitir a moeda que circula em vários países, o colapso da União Européia é mera questão de tempo.
A Direita, por sua vez, é composta por todos os que ganham fábulas em dinheiro explorando o trabalho alheio, seja através do que Karl Marx chamava apropriadamente de “extração da mais-valia”, seja através do endividamento de pessoas e nações a bancos privados que conquistam o direito exclusivo de emitir a moeda que circula nos países, cobrando um preço por isso. Até as palavras “agiota” e “usurário” caem em desuso pois fica difícil pagar as taxas escorchantes que os bancos cobram – agiotagem explícita, usura formal e plenamente legalizada – agiotas pequenos têm pouca chance de prosperar.
No caso brasileiro, que um cidadão seja proprietário de todas as jazidas minerais já encontradas ou por encontrar é uma prática não apenas direitista mas só justificável porque o tal meliante subsidia todas as campanhas com o fruto do lucro fabuloso com o que deveria ser propriedade DE TODOS OS BRASILEIROS. Outro exemplo é o caso Palocci (só porque ganhou notoriedade, mas há vários semelhantes) de decuplicam sua fortuna duas vezes em menos de quatro anos. Economia é um sistema fechado. Se entrou um montante volumoso de dinheiro nas mãos de um meliante, o mesmo montante saiu, em pequenos pedaços, de toda a gente. Difícil me convencer que não tem dinheiro público (dos impostos que somos obrigados a pagar) nessa roubalheira toda!
Como o PT, o PC do B, o PMDB, o PTB, o Democratas, o PSDB, o PQP, enfim, todos, se posicionam a favor do encaminhamento da economia brasileira segundo os interesses do “Mercado”, todos os partidos com representação no Congresso Nacional estão à Direita e estamos sem Esquerda na representação política brasileira. Há partidos pequenos que fazem algum ruído na direção certa, mas que garantia temos nós – caso não ocorra uma ruptura com a atual Ordem Constitucional – de que, caso eleitos pelas urnas eletrônicas (Pôxa... Já que no Brasil o voto é compulsório, como no Gabão e no Paraguai, ao contrário do que acontece nos países democráticos como a Argentina ou a França, bem que podiam criar o voto pela Internet que é tão frágil e pouco confiável quanto a urna eletrônica garantindo a perpetuação de quem “A Ordem” quer no poder), enfim, caso eleitos dentro das normas constitucionais vigentes hoje, quem nos garante que esses grandes discursos de esquerda não terão o mesmo fim que os grandes discursos de esquerda dos antigos PT e PC do B que, sem o menor pudor ou consideração para com o eleitorado e a maior parte de seus membros passou-se de mala e cuia para a Direita Ultra-corrupta do Brasil?
Chamo a atenção do(a) eventual leitor(a) para a magnífica resposta que o Senador Cristovam Buarque deu a um estudante universitário estadunidense quando questionado sobre a “Internacionalização da Amazônia” e seguir na mesma linha de raciocínio para com as reservas nacionais; aqui: Amazônia do Brasil - Cristovam Buarque
Em primeiro lugar, sabemos que a verdadeira intenção do governo Lula da Silva, já em seu terceiro mandato, este por procuração, é extrair mais dinheiro do povo para reforçar o caixa que engorda o capital financeiro e seus parceiros nos desvios monumentais de dinheiro público.
Mas se o dinheiro oriundo da extração do Petróleo deve ser dividido entre todos os Estados da Federação, temos o dever de fazer o mesmo com todas as outras riquezas geradas em todos os outros Estados. Minas Gerais terá de dividir os recursos com a extração de minério (de ferro, ouro, prata, etc.) com todos os Estados da Federação.
A Amazônia (Pará, Tocantins, Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e parte do Maranhão) tem de dividir as riquezas oriundas da extração da Borracha assim como das muitas minas daquela região.
O Rio Grande do Sul e Goiás têm de dividir os dividendos oriundos da exportação de carne bovina e suína com todos os Estados da Federação.
E assim por diante, cada Estado de acordo com a sua produção ou riqueza, que deverá ser dividida por todos os Estados da Federação.
Mas... Seja dos royalties do petróleo, seja oriunda desta minha modestíssima proposta, onde, nesse governo de coalizão nacional contra os interesses do povo brasileiro com a oposição mais dócil de que se já ouviu falar, onde enfim encontrar gente honesta para gerenciar eficiente e honradamente tais recursos?
No atual governo, defendo que cada Estado fique com os frutos de suas próprias riquezas. Se em algum momento o Brasil voltar a ter um governo patriótico e honesto, a favor do povo brasileiro e não contra ele (o último que tivemos foi o de Getúlio Vargas que, LITERALMENTE, deu a vida pelo país), podemos pensar em dividir igualmente as riquezas, não só de cada Estado, mas vamos também verificar os melhores métodos de Estatizar e Aprimorar os Serviços Essenciais, retirando-os das mega-corporações que – para estarrecimento de todos – receberam do Brasil o dinheiro para comprar empresas brasileiras, privatizando-as. Será fundamental ainda fazer o que todas as Nações Poderosas do mundo precisaram fazer para que se tornassem plenas: decretar uma MORATÓRIA na dívida do Brasil e realizar o que o PT e o PC do B prometeram e não cumpriram, ou seja, uma auditoria R I G O R O S A das origens dessa dívida e ressarcimento quando for o caso, somente do principal, repudiando a usura e a agiotagem (que hoje ultrapassam – EM MUITO – os valores do Principal).
Um país de dimensões continentais com todas as riquezas (inclusive humanas, em uma ou duas gerações voltaremos a formar gênios como se fazia quando o Brasil ainda era nosso!) de que dispomos tem plenas condições de erguer-se diante do mundo e dizer NÃO à Globalização assassina!
O Lulo-Petismo não é Republicano nem Democrático, é miseramente a condução do poder por agentes da metrópole por meio de fisiologia, suborno e propaganda
Introdução: o Brasil no contexto geopolítico regional
Quando o interesse da Metrópole apontava na direção da guerra fria e da luta contra o comunismo (cujo significado poucos – se algum – dos generais governantes conhecia o significado da palavra) foram implantadas ditaduras militares em todo o subcontinente (Brasil, Paraguai, Chile, Argentina, Uruguai...).
No momento em que, para melhor combater os regimes de capitalismo estatal autoritário (auto-proclamados “Comunistas”, capitaneados pela então União Soviética) foi necessário desmontar as ditaduras militares a fim de possibilitar ao Império Ianque levantar a bandeira dos “direitos humanos” contra aqueles regimes; as críticas na ONU contra os regimes militares empesteados de torturadores e assassinos amestrados, entronizados e mantidos no poder pelo Império, praticamente tornou esta decisão inevitável e coube a Jimmy Carter liderar a tal “cruzada” em prol dos direitos humanos desmantelando as ditaduras. No Brasil o caminho escolhido foi o da “transição transada”, com anistia ampla aos assassinos e aos assassinados (!) com a permissão da volta dos exilados e a proibição taxativa de “revanchismos”, ou seja, de luta por justiça. No Chile o ditador sanguinário foi feito senador perpétuo seguindo chefe das Forças Armadas. Na Argentina foi onde a transição foi a mais marcante: a decisão desajeitada de retomar para a Argentina as Ilhas Falkland e a inevitável derrota de oficiais e soldados argentinos devida e seguidamente sodomizados pelos soldados britânicos mexeu com os brios e o machismo dos Argentinos e a abertura política por lá fez com que a justiça alcançasse os dirigentes sanguinários até então subservientes à Metrópole, que lhes tirou o apoio.
(Parêntese: é um padrão recorrente este de os EUA apoiarem assassinos sanguinários durante largos períodos e, subitamente, lhes tirar o apoio e mesmo “denunciar suas crueldades”, como aconteceu com o Talibã – equipado e apoiado pela CIA durante a Guerra Fria e transformado em inimigo com o colapso da União Soviética – e com o regime de Sadam Hussein (equipado, treinado e subvencionado pelos EUA para fazer guerra ao Irã por 10 anos) e, subitamente, transformado em “inimigo público”. O 11 de Setembro ainda será explicado apropriadamente mas, de pronto, sabe-se que Sadam Hussein nada teve com aquilo e que pelo menos o Pentágono, naquele dia, foi abalroado por um míssil terra-terra e o vôo fictício em que passageiros teriam dominado terroristas terminando em queda e desastre não teve avião algum havendo o avião citado nos relatórios pousado no horário e local previstos sem detecção alguma de muçulmanos ou o que o valha. Há muitos, nos EUA que têm certeza de que os ataques de 11 de Setembro de 2001 foram o que chamam de “Inside Job”, uma imitação em larga escala do “Incêndio no Bundestag” para justificar o controle interno da população – mantida e controlada pelo medo constante – assim como os ataques ao Afeganistão e ao Iraque. A verdade, seguramente virá à tona, talvez ainda na nossa administração.)
A pregação para-religiosa do “Estado Mínimo”, das privatizações e do retrocesso a um capitalismo selvagem parecido com seus primórdios, o vale-tudo do “homo lupus homini”, forjou um consenso brutal da opinião pública através de teses acadêmicas, artigos de jornal e muita lavagem cerebral pela TV e rádios, ganhando o mundo a partir da eleição para a presidência da Metrópole de um ator de segunda categoria – famoso em comerciais e filmes de quinta categoria, um certo Ronald Reagan – que, mesmo sem entender pitombas dos textos que lhe davam para ler, na prática transferiu todo o poder decisório da Metrópole de Washington para Wall Street levando, claro, suas colônias (Brasil incluso) de pronto com ele e, com o passar dos anos ganhando também toda a Europa e o Japão.
Hoje em dia o poder decisório não está mais nos corações e mentes de quem se elege para cargos públicos, mas dos apostadores das bolsas de valores, grandes conglomerados financeiros e bancários de todo o mundo, transformando os políticos em apêndices – por vezes incômodos, mas quase sempre cooptados e coniventes com os interesses do que se passou a conhecer como “Os Mercados”.
O mundo passa a ser comandado por um tipo de fascismo com menos violência e mais propaganda do que se viu, por exemplo, na Alemanha hitlerista ou na Itália sob Mussolini, paradoxalmente talvez, com vasto suporte de todo o poder ideológico do Estado Nacional de Israel e dos seguidores da Ideologia do Estado de Israel. Há grandes judeus anti-sionistas (o sionismo é um movimento que tem seu início em finais do século XIX e devota-se, desde aquela época a recriar um Israel mitológico que se estenderia desde o Rio Nilo até os rios Tigre e Eufrates o que, com as Guerras do Golfo, tende a uma aproximação espantosa). O sionismo, contudo, que comanda o Estado Nacional de Israel tem corte claramente fascista e é o principal aliado ideológico desta nova tendência à Globalização, excelente para os Globalizadores (as Corporações, os apostadores das bolsas e banqueiros), “Os Mercados”, enfim, é péssimo para os Globalizados (os seres humanos de todo o planeta, em síntese).
Um bom exemplo desta tendência está na ordem da Metrópole, agora advinda de Wall Street, de se criar nas colônias uma moeda paritária ao dólar estadunidense além de se manterem METAS de inflação, ou seja, a inflação, excelente para “Os Mercados” desde que sob controle dentro de determinados limites passa a ser incentivada e a manutenção de seu controle passa pela devastação de todas as conquistas dos seres humanos sobre as máquinas estatal e comercial ao longo de séculos. A receita, já pregada no Brasil por gente (gente?) da laia de Bob Fields e Octávio Gouvêia de Bulhões passa a ser praticada e todo o pensamento na direção do humano, contrário, portanto, aos interesses “dos mercados” passa a ser suprimido liminarmente do pensamento universitário e das máquinas de propaganda ou o que Louis Althusser chamava de Aparelhos Ideológicos de Estado (escolas, igrejas, jornais, rádio, TV). A Internet parece ser uma trincheira onde a liberdade de expressão e pensamento, VITAIS para o avanço do pensamento científico sério, ainda encontram alguma liberdade.
Enfim, a Metrópole ordenou, o México foi a primeira vítima, seguida da Argentina com o “plano Cavallo” e do Brasil com o “plano Real”, mas ao fim e ao cabo, todo o subcontinente latino-americano se tornou refém “dos mercados”, ficando a esfera política num distante segundo plano em termos de decisões vitais aos seres humanos.
Dentre as medidas para manter uma taxa de inflação considerada vantajosa para “os mercados” sem cair a zero nem crescer fora de controle destacam-se: limitações salariais, cortes dos investimentos estatais (fruto dos impostos pagos pelos seres humanos) em aposentadorias, educação e saúde pública, facilitação ao crediário com a decorrente ampliação do endividamento individual e ainda a uma elevação cruel nos índices de inadimplência, já hoje beirando os 50% no Brasil.
Com a cumplicidade dos legisladores lacaios ou diretamente representantes “dos mercados” criam-se leis que desembocam em coisas irracionais como o “Bacen-Jud”, que, na prática, suprime a figura jurídica do sigilo bancário e permite a qualquer juiz bloquear contas (inclusive ou particularmente de salários, fonte de subsistência) de devedores, freqüentemente levando-os ao desespero ou ao suicídio. A legislação protetora da propriedade é tão vasta quanto irrisória a legislação protetora da vida dos seres humanos e, consequentemente, estes 50% de devedores precisam – já se tornou um fenômeno da Cultura Brasileira, portanto caça ao alcance de minha espingarda a “visita do Oficial de Justiça com ou sem acompanhamento policial, a nomear bens de devedores à penhora”. Os outros 50% conseguem, a duríssimas penas, sobreviver com o seu salário, ver tristemente seus eletrodomésticos se deteriorarem sem que possam repará-los, menos ainda trocar por novos, que transferem seus filhos para escolas públicas com professores pessimamente remunerados em estruturas caindo aos pedaços e contam com os serviços de saúde pública com médicos remunerados à ordem de U$ 0,80 (oitenta centavos de dólar, algo como R$ 1,50) por consulta.
Em síntese, a adesão do Brasil ao fundamentalismo “do mercado” fez com que pelo menos metade da população voluntariamente baixasse seu padrão de vida e a outra metade venha sendo a isso forçada. Naturalmente, os agentes da Metrópole por aqui conseguem rapidamente decuplicar duas vezes suas fortunas em 4 anos, como foi o caso de Antônio Palocci ou manter monopólios privados de reservas minerais (de alguma forma o Eike Batista herdou isso da Ditadura Militar e, seja pelas gordas contribuições a todos os políticos, seja pelo desprezo olímpico que os nossos governantes têm para com o nosso povo, vem mantendo) de comunicações – como as Teles, do fornecimento de energia elétrica e mesmo, em casos paroxísticos, de que a Bolívia recente é um exemplo notável, até da água (de rios, lagos e nuvens!) privatizada, um dos impulsores da eleição de Evo Morales que, até onde nos chegam as notícias acabou com esse exagero de perversão: privatizar a água de um país!
Uma palavra de consolo, mas não para a nossa administração: as ondas de privatização e estatização parecem se suceder em ciclos que variam de um a três séculos. Foi assim no Brasil com as “Capitanias Hereditárias” que acabaram revertendo ao governo metropolitano português devido à péssima gestão dos administradores privados e também na Índia, quando a corrupção descarada da Companhia das Índias Orientais (proprietária privada de boa parte do Sudeste Asiático) descambou na Primeira Guerra de Independência da Índia (chamada pejorativamente pelo colonizador de “Revolta dos Cipaios”) e fez aquela possessão passar para o Estado Nacional Britânico e, cem anos depois, uma quase independência; pois a Índia também se encontra “globalizada”, ou seja, sob o controle “dos mercados”.
(Quando falo em “nossa administração” remeto-me à conhecida piada, adequada a um povo que acredita em coisas fantásticas como um defunto apodrecendo – Karol Wojtila – que consegue curar uma freira viva. Conta-se que alguns dirigentes de esquerda se dirigem ao Lula – agora na direita – e pedem a ele que retorne o controle da produção e circulação da moeda ao Povo Brasileiro, tirando das mãos do Banco Central a serviço “dos mercados” e não dos brasileiros. Lula responde: “não na minha administração!” Bispos da CNBB vão até ele e pedem que amplie o valor do bolsa-esmola que está mantendo os “beneficiados” abaixo da linha da miséria, pois o bolsa-esmola concede a cada vítima menos de um dólar por dia e, segundo a ONU, a definição de miséria é precisamente esta: “seres humanos vivendo com menos de um dólar por dia”. Respondendo ao pleito da CNBB, Lula rosna a mesma resposta: “não na minha administração!” A vários outros pleitos similares na direção de levar o povo ao poder e remover o poder das mãos do mercado ou mesmo combater seriamente a corrupção, a fisiologia e o compadrio, Lula vocifera com aquela voz rouca e gritada de ex-dirigente sindical e hoje Führer: “Não na minha administração!” No fim da piada, Lula morre e bate na porta do céu pedindo para entrar e ouve de dentro um poderoso vozeirão a dizer “NÃO NA MINHA ADMINISTRAÇÃO!”
1 – Exemplos de diferenças entre regimes republicanos e o regime Lulo-Petista
1.a – Em sistemas políticos republicanos percebe-se claramente a existência da meritocracia, ou seja, para cargos públicos relevantes são nomeadas pessoas dotadas de notório saber e reputação em cada área específica, num Ministério ou Secretariado enxuto e eficiente. Assim, Educadores exercem funções de Ministros, Secretários e Delegados de Ensino em países como a a Noruega, a Islândia, a Suécia, a Suíça, a Dinamarca e mesmo, até certa medida, em países como a França e a Alemanha. No caso Brasileiro, os ministros, secretários e delegados (centenas em todos estes cargos nas instâncias nacional, estaduais e municipais, muitos dos quais recebendo salários bem gordos para ficar em casa ou mesmo ir ao escritório com a condição de que não façam nada) são nomeados politicamente de acordo com interesses imediatos e mesquinhos do governante, assim, a pasta da Ciência e Tecnologia no Governo Federal, por exemplo, encontra-se sob controle de um economista medíocre cuja função precípua é dificultar o avanço da pesquisa científica no Estado de São Paulo, que o elegeu e “contingenciar”, ou seja, cortar recursos da pesquisas científica ( recursos estatais oriundos dos impostos pagos pelos brasileiros) para jogar na ciranda financeira dos apostadores das bolsas de valores e formas diversas de monopólios privados de setores cruciais ao que outrora se chamava “Segurança Nacional” – expressão que perdeu o sentido assim que Collor de Mello assumiu o Poder em 1990 e segue vazia até hoje, linearmente. O mesmo se pode dizer de praticamente todas as outras pastas, com exceção daquelas ligadas à Economia que são ocupadas por gente de alta confiança “dos mercados” e de eficiência comprovada em extorquir impostos para garantir reservas que são dirigidas para as já grandes fortunas internacionais através dos diversos mecanismos “dos mercados”.
1.b – Em sistemas republicanos percebe-se que o aparato policial está a serviço dos cidadãos, que os policiais são remunerados de acordo com o nível de responsabilidade e periculosidade em que vivem e que sempre são aplaudidos e apreciados pela população. No caso brasileiro, o aparato policial está direcionado principalmente à proteção do patrimônio – só esporadicamente em proteção à vida humana e prioritariamente em caso de se tratar de vida de pessoas de uma forma ou de outra ligadas “aos mercados”. A remuneração do policial é tão aviltada e a corporação acaba se tornando tão antipática à população que o PM vai à paisana de casa e só veste a farda no quartel mantendo a sua profissão em segredo; mesmo as esposas dos policiais sequer podem lavar a farda do PM em sua casa para que os vizinhos não saibam se tratar de policial e a famosa “atração feminina pela farda” no Brasil Lulo-Petista praticamente não existe mais...
1.c – O Sistema Judiciário nos países republicanos prioriza o ser humano enquanto no regime Lulo-Petista a legislação promulgada pelos senadores e deputados os força a priorizar a coisa morta, a materialidade mercadológica, não a vida ou o ser humano.
1.d – Em sistemas republicanos pouco se percebe a presença do Estado – que tende a ser eficiente e controla todo o sistema educacional e de saúde pública bem de perto. “Os Mercados”, onde sentem a presença do Estado tendem a lutar contra isso para exercer seus ímpetos predatórios nas áreas potencialmente lucrativas que o Estado controla e a guerra de propaganda de lado a lado é clara para povos bem educados e com saúde bem tratada. No caso brasileiro o governo já entregou praticamente toda a responsabilidade com a educação e saúde de nossa gente à iniciativa privada e a propaganda vai na direção oposta encontrando eco numa população deseducada e imbecilizada. Em várias circunstâncias constatei pessoalmente que o brasileiro tende a acreditar mais na propaganda que em sua vida real – não podemos de todo censurá-los, a propaganda é linda, maravilhosa e mostra um Brasil feliz, sorridente, próspero, próximo do pleno emprego, com os preços em queda e salários em alta. Já a realidade é realmente desagradável: salários em queda livre, preços em elevação constante, desemprego próximo a 40% de nossa força de trabalho, quase metade da população “inadimplente” tendo de encarar oficiais de justiça e bloqueios em suas contas-salário... A propaganda é melhor, sem dúvida! Houvesse no Brasil melhor educação e o povo perceberia a diferença, mas está tão bom assim para “os mercados”, por que mudar? O povo, ora o povo... Que “se lasque”! Fazendo justiça: desde o suicídio de Getúlio Vargas até hoje o Brasil vem ladeira abaixo em todos os parâmetros sociais, educação à frente. Não foi por acaso que Juscelino moveu a capital do Brasil para o Planalto Central. Que governante antipático quer ficar no Rio de Janeiro, no meio do povo? E que governo, depois de Getúlio, não foi antipático e avesso ao povo na prática embora na propaganda haja quase que uma disputa entre os diversos tiranetes que, de vez em quando se apresentam para cargos eleitorais, para ver “quem é mais simpático e está mais próximo dos anseios populares”. Exemplifico em meu último emprego, pouco antes de me aposentar, quando coloquei na Sala dos Professores uma frase atribuída a Zoroastro “E eu, que vou fazer hoje para que o mundo se torne mais feliz e mais belo?”. No dia seguinte a Direção da Escola havia substituído a minha frase – preciso enfatizar que havia grandes espaços vazios para opiniões distintas no quadro de avisos – pela seguinte: “EU QUERO É O MEU!”
1.e – No regime republicano a res publica a coisa pública, a gente, os seres humanos que vivem, trabalham e pagam impostos têm a prioridade total. No Lulo-Petismo a coisa pública é desconsiderada olimpicamente (exceto na propaganda, como já se disse) e a prioridade (quase exclusividade) é o benefício individual de cada representante “dos mercados”, uma vez que o Lulo-Petismo representa não o povo ou a Nação Brasileira; nele, cada um de seus membros é regiamente recompensado por governar a favor “dos mercados”, contra a república.
2 – Exemplos de diferenças entre regimes democráticos e o regime Lulo-Petista
Aqui a situação é tão extremada que tomaria um compêndio; convido a todos os meus leitores, todos dois, a enriquecer estas reflexões deixando seus comentários em meu blog: http://conjuntura.zip.net. Fico em 3 exemplos mais gritantes para começar o debate.
2.a – Semana passada vimos um exemplo magnífico de exercício democrático na vizinha Argentina. Os votos lá aparentemente são levados a sério, vi no Youtube uma cena da presidente da Argentina depositando um voto EM PAPEL numa urna, ou seja, na Argentina, aparentemente, ocorre uma contagem e, se preciso, recontagem dos votos – tal como na Inglaterra, nos EUA, no Canadá e francamente na maior parte dos cerca de 200 países do mundo. Infelizmente, mesmo na Argentina o direito à participação nas eleições é confundido com dever e, se conta entre os poucos países em que os governantes ainda agridem seu próprio povo com a figura hedionda do Voto Compulsório.
O caso do Brasil é peculiar, não apenas por estar numa lista curtíssima de menos de 20 países onde o voto ainda é obrigatório (Gabão, Guatemala, Honduras, Paraguai, Turquia, Singapura...), mas por contar com um processo de contagem de votos francamente ridículo: “Urnas Eletrônicas”, capazes de dar o resultado da eleição antes mesmo que todos tenham votado; a Justiça Eleitoral tem um controle tão pífio sobre o processo que foi escandalosamente debatido o tema das pessoas que contam com vários títulos de eleitor para votar várias vezes no mesmo candidato em lugares diferentes. Outra questão levantada foi aquela relativa ao que acontece quando muitas urnas não funcionam, ou param de funcionar, perdendo mais da metade dos dados dos primeiros eleitores daquela sessão e a eleição passa a ser feita manualmente (se o resultado já foi oficializado, para que serviria essa formalidade mesmo?). Vários amigos meus – não foi o meu caso, felizmente! – relataram que votaram nulo, mas ao conferir o resultado da sessão em que votaram não constava um único voto nulo!
E a s s i m p o r d i a n t e...
Pessoalmente só concordarei de votar diferente de nulo se duas modificações cruciais forem feitas:
1) Que o direito de votar, como todos os direitos civis, seja FACULTATIVO. Essa conversa idiota de “exercer um direito cívico” ou moleques que estavam ainda na bolsa escrotal de seus pais a dizerem a mim – e eu me orgulho de haver participado de todas as lutas pelo DIREITO ao voto durante a Ditadura Militar – que “não posso votar nulo pois nós lutamos muito pelo direito de votar”. Sim. Não o moleque, que ainda não existia nos tempos de luta mais feroz, mas nós, brasileiros e patriotas (outra palavra que parece haver perdido o sentido na era Lulo-Petista) lutamos muito por um direito, não para que esse direito se transformasse numa canga e num nariz de palhaço!
2) Que os votos sejam contados e levados a sério. Que se acabe com essa montagem teatral, fragilíssima do ponto de vista tecnológico e fraquíssima do ponto de vista da representatividade efetiva, que nos ridiculariza diante do mundo chamada “Urna Eletrônica”. (Eleições municipais em cidades pequenas são um caso totalmente à parte, evidentemente. Seja qual for o método, a fraude eleitoral, como amplamente praticada nas eleições majoritárias, é consideravelmente menor em comunidades menores). Justiça seja feita: isso não começou na era Lulo-Petista; é mais uma das heranças malditas (como as privatizações e a entrega do poder político “aos mercados”) que o Lulo-Petismo simplesmente beatificou...
2.b – Nos países democráticos o sigilo bancário, telefônico e postal – entre outros – são assegurados a todos os cidadãos. Inclusive por força de leis internacionais a começar pela Declaração Universal dos Direitos Humano. O Brasil é signatário e não recebe sequer uma reprimenda por violar tão acintosamente os direitos de seus cidadãos...
No Brasil Lulo-Petista foram promulgadas leis que, na prática, suspendem o sigilo bancário de todos os cidadãos para fins de cobrança de dívidas e medievalismos similares num retrocesso surpreendente, mas real e crudelíssimo. O sigilo telefônico foi suprimido por uma medida da Anatel que obriga as operadoras de telefonia a manter registros de todas as ligações feitas no Brasil. O sigilo postal é tão inexistente que várias empresas enviam sua correspondência – como a maior parte de toda a correspondência, perfeitamente lícita e francamente desinteressante ao governo – aberta ou com facilidades para abertura e fechamento com o aviso “esse pacote pode ser aberto para conferência de conteúdo” ou o que o valha. Quem de nós ainda não foi vítima de correspondência lacerada e re-envelopada? Que procuram? Dinheiro? Será que os carteiros estão tão mal remunerados assim? Mas quem não está mal-remunerado neste país Lulo-Petizado? Só os poderosos, a elite Lulo-Petista no poder (professores primários que mantém fazendas com aeroportos em Goiás, ex-deputados que multiplicam sua já vasta fortuna por 20 em menos de 4 anos...) e, naturalmente os operadores “dos mercados” pois é para eles que o Lulo-Petismo governa.
2.c – Nos países democráticos, quando ocorrem casos de suspeita de corrupção com desvio grosso de dinheiro público a primeira medida cautelar é bloquear os bens do suspeito. Investigam-se os corruptos e os corruptores e todos são exemplarmente punidos se a investigação concluir que houve, de fato, o que se denunciou.
No Brasil Lulo-Petista descredencia-se a Polícia se ela “ousa” ser efetivamente republicana e não governamental-partidária, desacredita-se a imprensa se esta exerceu bem o seu papel e o corrupto é “blindado” pelo governo e, em geral, sai ileso com toda a grana roubada do povo. O corruptor nem sequer é mencionado!
Flagrado, o Lulo-Petismo se defende com hipocrisia: “Todo o governo rouba. A diferença é que nós investigamos mais...” Tá bom, faz de conta que eu acredito.
As Comissões Parlamentares de Inquérito são um instrumento eficaz nas democracias mais antigas do mundo. No Brasil, elas são obstaculizadas ao máximo pelo Lulo-Petismo e, se mesmo assim se implantam, o Lulo-Petismo que não queria a CPI, com a conivência da oposição menos convincente e mais dócil do planeta Terra, assume a presidência e a relatoria da Comissão para evitar que ela efetivamente exerça a sua função a contento. Nunca vou entender por que diabos os parlamentares concordam – todos, de todos os partidos, sem exceção – que mesmo os partidos que votaram CONTRA a CPI estão credenciados a presidi-la e relatá-la! Mais uma jabuticaba política, claro.
Concluindo...
Será que vivemos tempo demais sem democracia e até a memória do que seja democracia – ou mesmo república – se apagou do imaginário popular, das Universidades e dos centros decisórios de poder?
Ato 1 – Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro da Mansão Palocci em Brasília
Em Março de 2006, o então sinistro da Fazenda Antônio Palocci foi derrubado na avalanche de lama decorrente da CPI dos Correios e do escândalo do Mensalão. Quebrando ILEGALMENTE o sigilo bancário do caseiro que trabalhava em sua Mansão, o Sr. Francenildo dos Santos Costa, descobriu que o cidadão havia recebido em conta-corrente uma soma elevada e imediatamente inferiu que era ele (o Sr. Francenildo) que estava fornecendo dados – apelidados, usualmente, de “vazamentos” – à oposição. A infração – quebra de sigilo bancário – foi considerada grave demais, as provas contra a atuação de Palocci foram avassaladoras e ele precisou primeiro se afastar do cargo que exercia na Fazenda (obediência cega aos ditames dos Bancos e ao então Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles). O Congresso Nacional e o Governo Federal tomaram a célere medida de promulgar a Lei n.º 11.382, de 6 de dezembro de 2006, permitindo a ao judiciário o acesso aos dados bancários de qualquer brasileiro. O Banco Central, em parceria com o aparato judiciário, criou o sistema chamado de “BACENJUD” permitindo que qualquer juiz de qualquer comarca, a seu alvitre, acesse os dados bancários de qualquer cidadão e faça o que considerar apropriado com a informação assim adquirida, eliminando, na prática, o sigilo bancário no Brasil e tornando sem efeito o crime cometido por Antônio Palocci 6 meses ANTES da promulgação daquela lei. Palocci se elege deputado federal por São Paulo – embora o voto compulsório e as diversas formas possíveis de programar as máquinas de contagem dos votos em urnas eletrônicas e haja ainda o problema a ser resolvido de haver um sem-número de eleitores com diversos CPF’s diferentes e Títulos de Eleitor em várias cidades (pessoalmente vi uma senhora que estava agastada com a demora na fila por ocasião da votação para presidente em 2010 pois, segundo alegou, ainda tinha de votar em mais 3 cidades e temia não dar tempo... – com tudo isso, conheci alguns sujeitos que faziam campanha aberta pela eleição do infrator Antônio Palocci sabendo que ele estava envolvido em mais de um caso de defesa da corrupção e ataque à ética. Uma das heranças da Era Lula é esta corrupção generalizada do povo brasileiro que passa a ver nos espaços públicos onde se exerce a chamada “política” ou a chamada “justiça” o lócus privilegiado da corrupção e das falcatruas alegando mesmo os cidadãos que elegem conscientemente os criminosos que “é assim que a política funciona” ou “queria eu estar no lugar daquele cara, forrar a minha conta e ajudar toda a minha família”. Não, já não se elege ninguém por princípios políticos – particularmente depois que o Lula, ao final do seu segundo mandato e a caminho do terceiro, via Dilma, ensinou aos candidatos: “Prometam tudo o que o eleitor quer ouvir. Mas não se esqueçam de que a política se faz com o que se pode, não com o que se prometeu fazer. Brasileiro tem memória curtíssima e a maioria sequer se lembrará do nome de quem elegeu, menos ainda do que prometeu ou deixou de prometer...”
Ato 2 – Decretação de Sigilo Perpétuo a atos e contas do governo
Novamente no poder, por imposição de Lula e José Dirceu, Antônio Palocci foi colocado no cargo que, no Brasil, equivale ao de Primeiro Ministro, o “ministro dos ministros”, Chefe da Casa Civil. A Folha de S. Paulo, para espanto de quantos já perceberam a mudança de tom daquele jornal e sua aliança com a Rede Globo de Telealienação, descobriu que o Palocci enriqueceu de maneira assustadoramente rápida e em ritmo exponencial a ponto de, em 4 anos, multiplicar por 20 o seu patrimônio pessoal – que já era elevadíssimo. Enquanto isso, o Tribunal de Contas da União buscava, como possível, alguma transparência nas contas do governo, em particular no que tange às Obras Públicas (apelidadas para fins midiáticos de “Obras do PAC”) que gastam muito, mas só tinham a apresentar como resultados fachadas e pedras fundamentais inauguradas de forma tonitruante. O governo precisa tomar uma atitude, claro, não pode correr o risco de ter suas contas reprovadas reiteradamente e, assim, perder ainda mais credibilidade. Imediatamente, já em 18 de março deste ano, a Medida Provisória (eufemismo para Decreto-Lei Governamental em tempos de suposta “democracia”) de número 527 altera a Lei no 10.683, de 28 de maio de 2003 determina a “flexibilização” da fiscalização de Obras Públicas (também cognominadas PAC I, ou PAC II ou coisa que o valha para fins de propaganda). Enfim, fica proibido à sociedade civil fiscalizar ou saber o que o governo faz com o dinheiro dos nossos impostos que já ultrapassam os 40% (ou Dois Quintos dos Infernos). O Brasil, que jamais foi uma democracia digna deste nome, acaba de dar mais um passo atrás. O governo tem acesso aberto aos dados (fiscais, bancários, de informática – como e-mails e diálogos em comunicadores instantâneos como o MSN e o Yahoo Messenger – e até mesmo telefônicos). Fica extinta a figura do sigilo aos cidadãos brasileiros. Por outro lado, o povo brasileiro passa, por força de lei, a não ter mais o direito de saber o que o governo faz com o dinheiro público e, como explano abaixo, com o que registram em seus documentos que passam a ser SECRETÍSSIMOS. Incomodados com determinadas medidas – nem sempre diretamente econômicas – tomadas pelos sucessivos desgovernos brasileiros, Lula da Silva Decretou a Medida Provisória de número 228/2004, transformado em lei de número 11.111/05. Reza que os documentos arbitrariamente selecionados pelo governo não devem chegar jamais a conhecimento público. Com a revelação do enriquecimento (sejamos francos, dificilmente lícito...) de Palocci nos últimos anos, aquela Medida, hoje Lei, vem sofrendo pressões diversas no sentido de ser ampliada e praticamente nenhum ato do governo seja mais publicado a menos que através dos meios de propaganda contratados pelo próprio governo. Está provada a tese de Mikhail Bakunin:
“Sob qualquer ângulo que se esteja situado para considerar esta questão, chega-se ao mesmo resultado execrável: o governo da imensa maioria das massas populares se faz por uma minoria privilegiada. Esta minoria, porém, dizem os marxistas, compor-se-á de operários. Sim, com certeza, de antigos operários, mas que, tão logo se tornem governantes ou representantes do povo, cessarão de ser operários e por-se-ão a observar o mundo proletário de cima do Estado; não mais representarão o povo, mas a si mesmos e suas pretensões de governá-lo. Quem duvida disso não conhece a Natureza Humana
Afora o nome, no meio desta farândola, deste grupo de biliardários e espertalhões inescrupulosos que poderia – sequer remotamente – haver com um Partido (dito) dos Trabalhadores?
Comparações
Nem sempre as comparações do governo de um país com o de outro são válidas mas, até certa medida considero podermos medir o grau de democracia de um país em relação a outro a partir de determinados parâmetros. Por exemplo, nos EUA todos os documentos do governo (todos, sem exceção!) se tornam públicos; alguns em 5 anos, alguns em período um tanto mais longo, mas não existe nos EUA – ou em qualquer Nação Européia, na Austrália, Canadá assim como na maioria dos países da América Latina e muitos da África e Oriente Médio – nada similar ao Sigilo Perpétuo de Contas e Documentos do Governo como no Brasil contemporâneo. No tempo, duas Nações européias, com regime político tristemente similar ao do Brasil da Era Lula, se destacaram por brandir bandeiras e slogans de Trabalhadores, receberem forte apoio (e retribuir gordamente) de Banqueiros, Apostadores de Bolsas de Valores e Grandes Especuladores, terem e manterem atos e documentos secretos enquanto violava os direitos de seus cidadãos. A Itália – 1925 a 1945, sob o regime fascista de Mussolini e a Alemanha – 1939 a 1945, sob o regime Nazista de Hitler. Infelizmente, em plena secunda década do século XXI já estamos mais próximos do que de mais brutal e retrógrado a Europa produziu (e se arrepende e penitencia até hoje) e mais distantes do que todas as democracias do mundo praticam.
Vozes Contra a Globalização - Um Outro Mundo é Possível
Vozes contra a Globalização – Outro mundo é Possível? (Originalmente Voces contra La Globalización - ¿Otro mundo es posible?), documentário em 6 partes dirigido por Carlos Estevez e com a participação dos mais renomados intelectuais e ativistas do mundo contemporâneo, entre eles: Jean Ziegler, Eduardo Galeano, José Bové, Adolfo Pérez Esquivel, José Saramago e Ignácio Ramonet – http://www.rtve.es/programas/vocescontralaglobalizacion - foi ao ar pela TVE – Espanha em meados de 2007 e segue inédito no Brasil, exceto para os poucos de nós que mantém contatos com amigos na Europa. Crítica contundente ao modelo político e econômico em que o mundo globalizado mergulhou (“Haverá poucos globalizadores a muitos globalizados” diz meu amigo Vamireh Chacon parodiando o Antônio Conselheiro) fica aqui a minha modesta contribuição – recortei algumas partes e as legendei – o suficiente para não ferir direitos autorais ou o que o valha – e a recomendação enfática de que se busque assistir a todo o seu conteúdo.
Em síntese, denuncia a desregulamentação das empresas privadas, a privataria perpetrada contra todos os países do mundo (os de tradição democrática mais forte e consolidada se defenderam pouca coisa melhor que os daqui da periferia do capitalismo, mas todos sofreram), o fato de os bancos e grandes corporações (muitos dos quais com lucro superior ao PIB de países como a Áustria ou a Bélgica) se haverem transformados nos Senhores do Mundo, que subvencionam campanhas políticas multimilionárias colocando nos poderes que outrora eram representantes do povo (Executivo, Legislativo e Judiciário) defensores do sistema favorável a seus interesses privados em detrimento da maioria da gente que vive, ama e trabalha. Interessante notar que, enquanto na União Européia as manifestações contra essa monstruosa agressão do capital contra o ser humano vem produzindo manifestações maciças em praticamente todos os países, aqui na periferia do capitalismo as poucas mobilizações que vemos são aquelas a favor do casamento gay (nada contra, mas... Será essa a nossa prioridade neste momento crítico da economia mundial?) ou contra a violência urbana como se esta acontecesse como um raio em céu azul, como dizia Hegel, e não fruto precisamente deste modelo que nos impingem. Como enfatiza Adolfo Pérez Esquivel, a este sisteminha de cretinismo e mediocrização, com brutal concentração de renda de fato e propaganda na direção oposta; corrupção; golpes e traquinagens; supressão na prática do que se poderia minimamente chamar de democracia, “Hay que decir BASTA!” O espaço aqui é pequeno, mas coloquei um tanto mais em minha página, no endereço: http://culturabrasil.org/neoliberalismoeglobalizacao.htm
Novamente, após algumas centenas de anos, a humanidade se vê mergulhada em nova Idade das Trevas... Os novos donos do poder no mundo – consequentemente de todo o consenso possível – são os Banqueiros, donos de Grandes Corporações e Jogadores das Bolsas de Valores. Eduardo Galeano aponta que o mundo se encontra de pernas para o ar: neste tempo sombrio se pune severamente o trabalho e se premia regiamente as falcatruas, a corrupção, a ladroagem legalizada... A coisa toda começa com a criação do Banco Central da Inglaterra, no século XVIII. Os estadunidenses lutam bravamente contra essa tarântula que busca ramificar-se e tomar conta de sua nação. Capitula no início do Século XX com o que finalmente vem a ser o FED – Federal Reserve – que é um banco privado, com fins lucrativos, não é federal, e não detem reservas no sentido tradicional do termo. Detem contudo a exclusividade do direito de emissão da moeda circulante no país. Em meados do Século XX, quando os EUA financiam e estimulam os golpes militares que se multiplicam na América Latina, são criados os Bancos Centrais do Brasil, da Argentina, do Chile, do Paraguai, etc. No final do Século XX, com a União Européia, se cria o Banco Central Europeu, nos mesmos parâmetros do Britânico, do Estadunidense e do Argentino: não está subordinado a qualquer autoridade e tem a exclusividade do direito de emissão da moeda que todos usam. Sendo entidades privadas, com fins lucrativos e alianças estreitas com todos os banqueiros e grandes jogadores privados, tendo a exclusividade do poder de emissão do meio circulante, os Bancos Centrais são hoje – o do Brasil incluso – a entidade política mais poderosa de todas as Nações, acima dos governos, parlamentos e órgãos judiciais (frequentemente com ramificações e aliados nas três instâncias imaginadas para o Poder ao tempo do Iluminismo). Hoje, no mundo, só há um Poder: o “Mercado” – e mercado de capitais. As bolsas de valores decidem quem deve presidir os Bancos Centrais, o Banco Mundial, o FMI e de que maneira a Economia dos países deve ser encaminhada. Não é difícil perceber as vantagens de uma Economia Planificada. Em verdade, todo o chefe de família ou dona de casa planeja seus gastos e investimentos de forma racional e lúcida – os que não o fazem acabam com problemas homéricos! Na Idade das Trevas em que vivemos hoje, “Economia Planificada” não é sequer admitida como hipótese. A mão cega do mercado deve gerir toda a economia com base na lei da oferta e da procura (é a tese de Adam Smith rebatizada como “Neoliberalismo” ou que nome se queira dar). Se na Idade das Trevas medieval era fundamental prestar lealdade à Igreja para conseguir estudar e progredir na existência, na Idade das Trevas que vivemos atualmente, a concordância com a “liberdade do mercado” é um pré-requisito ao estudioso de Ciências Humanas. De vez em quando vemos um ou outro dissidente tentar erguer a voz em nome do bem-estar do ser humano, evidentemente muito mais relevante que o bem-estar do capital ou da situação econômica dos bancos e criminosos afins. Se aparecem na Grande Mídia são imediatamente silenciados, colocados no ostracismo e tratados como desviantes, tresloucados incapazes de compreender que “as vantagens do liberalismo econômico chegam aos lares de todos os seres humanos” – uma das mais repetidas mentiras de nossa Era que, contudo, merece a fé cega da maior parte da população. No Julgamento de Nuremberg, em 1946, Albert Speer, “o melhor arquiteto do Reich”, aparentemente sinceramente arrependido por haver seguido os delírios de um louco por duas décadas, respondendo a uma pergunta do promotor “a que se atribui que uma Nação tão inteligente, rica e sofisticada como a Alemanha haja sucumbido a uma sandice tão absurda como o Nacional Socialismo?” – Speer respondeu que isto se devia, principalmente, aos modernos meios de propaganda, capazes de fazer com que as pessoas acreditassem mais no que ouvem dos púlpitos do que em seu cotidiano mesquinho. E isso em 1946! Surpreende que o avanço dos meios e técnicas de propaganda transforme a todos em cegos à realidade que vivem em pleno Século XXI? Estudantes idealistas ingressam em faculdades particulares – um dos métodos de destruição da razão nestes tempos sombrios é a destruição sistemática do Ensino Público e Gratuito de excelente qualidade que tínhamos – tentando simular uma concordância inicial com as premissas necessárias ao seu ingresso (“Todo o poder aos mercados”; “nada de economia planificada”) mas, via de regra, acabam sucumbindo de fato às idéias que simularam meramente para o ingresso – dado o Poder colocado no processo ensino-aprendizagem nas faculdades particulares – ou, se não concordam em absoluto com tais absurdidades, acabam reprovados como se não estivessem entendendo. Fica esta denúncia: as faculdades de ciências humanas (em particular de economia e ciências sociais) ensinam um jargão impenetrável de absurdidades que, quando decodificadas são claramente lesivas à maioria dos seres humanos que vivem, trabalham e amam e altamente benéficas às altas transações financeiras dos ociosos que estão na cúpula. Se você não concorda com estas premissas “vamos reforçar a economia dos bancos, das grandes corporações e dos jogadores da bolsa retirando dos impostos pagos pelos seres humanos que trabalham o dinheiro necessário ao enriquecimento desproporcional da camada ociosa no alto da pirâmide” o final é ser reprovado como alguém que “não consegue entender as ciências humanas no século XXI”. Entender é bobagem, basta ter uma capacidade mediana de apreensão que se percebe claramente a mensagem – reportagem recente do New York Times inclusive aponta para as vantagens dos especuladores (por eles alcunhados de “investidores”) portadores de leves deficiências mentais em face a outros mais brilhantes: é que os deficientes demonstram ausência de empatia, uma “qualidade” ou “vantagem” sobre aqueles que pensam em seus semelhantes quando, em suas negociatas, eliminam empregos, reduzem salários e direitos trabalhistas pra ampliar o lucro dos de cima.
Leia o Ensaio completo sobre esta nova "Idade das Trevas" que vivemos em http://www.culturabrasil.org/transformacoesxxi.htm
Ainda me lembro de como o IUPERJ – Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – pregava o “Estado Mínimo” como solução a todos os males do Brasil. Tão “certo” estavam que vejam só o que a diminuição do Estado provocou em termos de violência urbana não apenas mas principalmente no próprio Rio de Janeiro! No meio dessa tragédia humana que vivemos a função do governo federal do Brasil ficou reduzida a arrecadar cada vez mais impostos dos trabalhadores, batendo recordes sobre recordes, investir o minimum minimorum em Saúde, Educação, Saneamento, Segurança, Infraestrutura, etc. Gastar muito comprando dinheiro do Banco Central, beneficiando os “amigos do rei” – os escândalos só diminuíram porque a Polícia Federal recebeu ordens expressas de parar de investigar o governo – e tome propaganda! Seria cômico se não fosse trágico. Dia desses, por acaso mesmo – que me desinteressei pela política de quem não tem poder algum, exceto o de fazer propaganda – ouvi a Dilma Roussef dizendo que iria aumentar o bolsa esmola em alguns centavos – qualquer coisa como dos atuais R$ 22,00 para R$ 22,12 – “para que todos tenham sua própria casa, seu automóvel para levar o filho na escola, seus eletrodomésticos onde conservar os alimentos e manter as 3 refeições por dia”. Esclareço que ela não parecia louca nem drogada enquanto proferia essas palavras e afetava mesmo crer que, com R$ 22,00 se possa comprar casa, carro, comida farta... Esclareço ainda que os aplausos da claque confirmavam a tendência a se acreditar mais no que diz a propaganda do que na realidade da existência. O governo Dilma-Lula-PT não é amigo dos pobres! É amigo da pobreza! Querem manter o miserável em sua condição de dependente de favores governamentais – o que é perfeitamente natural num país atrasado que ainda pratica o voto compulsório contabilizado em urnas eletrônicas capazes de dar o resultado antes que todos terminem de votar. A cura para a pobreza não está na esmola governamental que perpetua a dependência, mas na criação de frentes de trabalho e num exemplo de país digno, capaz de premiar e elogiar o trabalho e punir severamente o lucro fácil dos escroques que impregnam as três instâncias do Poder derivado dos mercados através do Banco Central.
“Na Alemanha a crítica religiosa está concluída e esta é a premissa de toda a crítica econômica”, inicia Karl Marx com estas palavras a sua “Crítica à Filosofia do Direito, de Hegel”. O paralelo ficou distante no tempo e no espaço, mas para pessoas capazes de acreditar que Jesus nasceu de uma virgem, andou pelas águas, ressuscitou dos mortos e voltará “a qualquer momento” como um Super-Herói para punir os maus com as chamas eternas do inferno e premiar os bons com uma eternidade de preces e contemplações (seja sincero, qual das opções parece mais penosa?). Quem acredita em sandices assim – e que se multiplicam pães e peixes com um gesto de mágica – seguramente encontrará facilidade em acreditar em toda a bobajada que a propaganda governamental enfia goela abaixo dos brasileiros.
Termino este já longo desabafo com as palavras sábias de Adolfo Perez Esquivel em “Vozes Contra a Globalização”: Hay que decir BASTA!
Leia o Ensaio completo sobre esta nova "Idade das Trevas" que vivemos em http://www.culturabrasil.org/transformacoesxxi.htm
Já está decidido: o Banco Central seguirá no controle da Economia e da Política Nacional, mas... PARA QUÊ INCENDIAR FAVELAS?
Por que será que acontecem tantos incêndios nas favelas de São Paulo justamente em épocas de eleições federais? Excetuando-se os acidentes domésticos circunscritos a uma única residência ou estabelecimento comercial, usualmente controlados com rapidez pela vizinhança ou pelo pouco que resta de poder público neste período cruel de nossa história, durante o qual os bancos ficam com o dinheiro dos impostos que pagamos e os agentes de Defesa Civil, como o resto do país real, encontram-se também em situação de penúria.
A pergunta poderia inclusive começar antes: o que poderia levar à existência de tantas sub-habitações num país que gera tanta riqueza como o Brasil, mas a resposta, de tão óbvia, insulta a Razão: nossa riqueza é repassada pelo governo aos bancos e o pouco que nos resta não nos possibilita termos vida melhor.
Claro que caberiam estudos (em países democráticos e sérios, em eras outras que não esta dominada pelo crime organizado pelos bancos e grandes corporações em associação com seus lacaios políticos, e abençoados pelos sacerdotes da religião do mercado, os “economistas”, isso se fazia até bem pouco tempo), por exemplo, em torno de coisas básicas, de raiz, como:
. quanto exatamente de nossa riqueza está sendo drenado para alimentar a ciranda financeira, essa “autopista de oportunidades” para gatunos e espertalhões em que o Brasil se tornou, através dos impostos crescentes que pagamos?
. que parcela do volume imenso de impostos que pagamos – descontadas as taxas de corrupção, compadrio, favorecimento ilícito, empreguismo e outras pragas que nos acompanham desde as caravelas até hoje – são efetivamente direcionados para o bem-estar da população?
. o que leva os economistas a concordarem que a maneira correta de melhorar a vida dos brasileiros é aumentando o valor da nossa dívida (hoje internalizada, mas ainda carecendo de uma auditoria em regra)?
. o que leva a maioria dos brasileiros a concordar com isso?
Já está decidido: o Banco Central seguirá no controle da Economia e da Política Nacional, mas... PARA QUÊ INCENDIAR FAVELAS? - Finalizando
Se bem entendo, o Banco Central (autarquia que age de maneira independente e acima do governo federal brasileiro) determina o valor dos juros que o governo federal brasileiro deve pagar aos credores da dívida. Se entendi corretamente, em países como os EUA e o Japão, se preferiu, aparentemente com sucesso, limitar os juros a 0,25% (caso estadunidense), 1% (caso japonês) e números similares em países de tradição democrática antiga, ao passo que o mesmo problema, nos países ainda em fase de construção de sua democracia como Brasil, Argentina, Chile, etc., estes valores chegam perto de 10%. O caso brasileiro é paroxístico, chama a atenção e seria escandaloso se a propaganda não anestesiasse todo o mundo como o faz: 13%. Pessoalmente, se eu fosse comprar um treco e tivesse o poder de dizer quanto posso pagar pelo treco que estou comprando (como o Banco Central do Brasil ao “comprar dinheiro” na forma de dívida) escolheria valores menores e não maiores! Aparecem uns cidadãos de terno, óculos, cara de inteligentes e linguajar incompreensível que, aqui e ali, nos permitem decodificar palavras como “macroeconomia” – pra mim esse palavrão é sinônimo de justificativa para os bancos (parte ociosa, contudo a mais lucrativa da ensandecida economia atual) arrancarem mais dinheiro de quem trabalha – “é preciso manter os juros altos para evitar a volta da inflação”. O mesmo cara (insisto, o mesmo cidadão) é visto na CNN ou BBC (para quem tem acesso) falando exatamente o oposto para o caso estadunidense ou britânico “we must keep the interest rates very low in order to prevent the escalation of inflation”, ou o que o valha. Dá uma impressão desagradável, que penso ser partilhada por todo o mundo que ainda consegue ler e escrever, pelo menos em sua língua materna, de que “taxa de juros” tem pouco a ver com “contenção de inflação”. Uma coisa não pode ser verdade aqui e mentira ali, assim, de repente, a troco de nada.
Os economistas, essa casta sacerdotal entronizada neste período sombrio, similar à Idade Média (que já explorei em outros textos), forja o consenso – ou forma a opinião, como se diz também - principalmente usando como disfarce coisas com nomes parecidos a “noticiário econômico especializado”, como faz no Brasil a TV Globo, a Bandeirantes, a Gazeta e outras que as seguem, mas também em teses e dissertações acadêmicas. Desconfio dos motivos que os levam a chegar a conclusões tão dessemelhantes em um mundo com tantas desigualdades regionais, mas principalmente concentrando a riqueza no Norte e socializando a miséria no Sul (A Austrália, como bem lembrava Brizola, embora fique no hemisfério sul do Planeta Terra, é um caso a parte). Os economistas do Sul Empobrecido, fundamentando-se nas mesmas premissas que os do Norte Rico – para cúmulo do espanto, por vezes os mesmos economistas – chegam, no Brasil, à conclusão – que se transforma muito rapidamente em consenso – de que “para melhorar a vida das pessoas reais no mundo real da nação em que vivemos é necessário manter ELEVADAS as taxas de juros”. Nos EUA e na Inglaterra – passe a repetição, eles também o fazem e raramente são coerentes... – fundamentando-se nas mesmas premissas que os daqui – freqüentemente os mesmos caras! – concluem que “para melhorar a vida das pessoas reais no mundo real da nação em que vivemos é necessário manter BAIXAS as taxas de juros”. RAIOS! Enfim, como todos os candidatos à Presidência da República o são dentro das regras estreitas e estritas que subordinam o poder político ao econômico, ou seja, mantêm o Banco Central comandando de fato a economia, portanto a política nacional; eleja-se quem se eleger, a CPMF vai voltar, os impostos vão subir, as taxas de juros seguirão altas, os bancos continuarão lucrando uma fábula, o país seguirá maravilhoso na propaganda e uma merda na vida cotidiana, o mínimo que se pode fazer num país que OBRIGA os cidadãos a votar e alguns são violentamente pressionados a trabalhar por um dia inteiro sem remuneração alguma para a chamada “Justiça” Eleitoral, o mínimo que um cidadão consciente pode fazer é VOTAR NULO!
Fica uma interrogação. Essa é brutal demais ou eu não entendo mesmo: a quem interessa tantos incêndios em favelas? Já não chega os desgraçados serem forçados a morar em vivendas sub-humanas? É necessário humilhá-los ainda mais sempre que se tem eleições presidenciais? A quem é que isso interessa? As redes de televisão se apressam a mostrar alguma queimada grande em algum mato desse Brasilsão enorme lado a lado com as moradias miseráveis calcinadas, sugerindo que, o que queimou o mato num canto do país também tacou fogo na favela. Sei...
Cresce o protesto contra as mentiras e a corrupção dos poderosos na Müsica Brasileira
Cresce o protesto contra as mentiras e a corrupção dos poderosos na Müsica Brasileira
Durante o Governo Vargas - e, por incrível que pareça, mesmo durante a Ditadura Militar (1964-1989) nenhum brasileiro pagava em impostos ao goveno mais de 10% do fruto de seu trabalho. No Brasil, nunca houve Imposto "sobre a Renda", é verdade, o que se chama de "Imposto de Renda", por vezes mesmo, para escárnio da plebe ignara, "Contribuição obrigatória" taxa somente os salários, o fruto do trabalho. O dinheiro que gera dinheiro sem que o gatuno riquíssimo faça nada de útil pela humanidade para ganhar, não paga impostos!
No Brasil de hoje, pagamos quase 50% (isso mesmo: metade) do que ganhamos para a bolsa sem fundo de um governo generoso demais para com banqueiros e especuladores mas, para remunerar estes retira o dinheiro dos trabalhadores. E é um presidente que diz ter sido "representante dos trabalhadores" a criar o quadro nigérrimo em que nos encontramos.
A rigor, nem era preciso dizer, mas a taxação crescente dos trabalhadores tem como destino o seguinte, pela ordem:
1 - Alimentar a jogatina da Bolsa, os lucros dos banqueiros - todos isentos de pagar impostos, naturalmente, pois são eles que os recebem! A isto, os economistas chamam de "Macroeconomia"
2 - Gastar PESADAMENTE em propaganda - seja desviando dinheiro público, seja utilizando o fruto dos impostos dos trabalhadores - ontra eles mesmos mais uma vez: no sentido da alienação. E a Propaganda faz mesmo a cabeça da plebe ignara que, apesar de ter de gastar cada vez mais de seus salários praticamente congelados para comprar quantidades cada vez menores de mercadoria acredita nos noticiários (principalmente os televisivos - e a propaganda paga pelo governo para ser veiculada na forma de notícias é ainda mais cara que aquela dos intervalos, naturalmente)
3 - Pagar propinas a parlamentares para que votem de acordo com os interesses do governo. Principalmente, e nesse ponto mais de um Senador já foi inacreditavelmente sincero: "aumento de salário" ou "ética na política" não são pauta do governo mas sim da sociedade - caracterizando, talvez inconsciente o divórcio incontornável entre os interesses dos brasileiros e os interesses do governo. O "Mensalão" do PT após uma parcela da quadrilha apontada pelo Procurador Geral da República ter sido afastada? Com esse nome, sim. Mas o desvio de recursos públicos para que os parlamentares votem de acordo com os interesses do governo continua célere!
4 - Garantir as elevadas taxas de desemprego exigidas pelo poder econômico que, desde a Era FHC manda no poder político - Lula da Silva denunciou a "herança maldita", real, que FHC deixou. O que fez para modificar a situação? Desprivatizou alguma coisa? Rompeu com o modelo econômico que transforma o governo em subalterno dos Banqueiros através do Banco Central? NADA!
Para garantir altas taxas de desemprego e reduzir os protestos da plebe ignara, além da Propaganda Maciça (seja travestida em noticiário, seja travestida em "estatísticas do IBGE" a relatar exatamente o contrário do que está acontecendo no Brasil real, há a concessão da Bolsa Esmola que, de fato, ajuda muito algumas famílias desamparadas. Sejamos justos: apesar da corrupção deslavada de Norte a Sul "destepaíz"pelo menos uma parcela dos recursos destinados às famílias carentes através do Bolsa Esmola realmente chega. Claro que não todo que muito se perde nos meandros da burocracia e da corrupção e os aliados do Poder recebem tratamento preferencial em qualquer lugar.
5 - Depois de torrar os recursos com a corrupção deslavada dos Banqueiros e Especuladores, com a corrupção dos que estão em torno do Poder, com a Propaganda tão ominipresente quanto irreal, com a propina aos políticos (e juízes!) venais e separar um tiquinho para o Bolsa Esmola o governo começa a pensar em faze algo que pelo menos pareça útil ao povo brasileiro:
Inauguração de pedras fundamentais de futuras escolas e hospitais (aumentar o salário dos médicos e professores é algo que, para citar o Líder do Governo do Senado, "não é pauta do governo") Gasta-se, portanto, mais e mais em propaganda disfarçada agora em "inauguração de rigorosamente nada" debaixo de uma claque de aplausos pavorosa, por que, em parte, é sincera da parte do povo.
A única alternativa que nos resta, neste momento, para conscientizar as pessoas da realidade é ANULAR o VOTO em protesto contra o voto compulsório e o teatrinho que muda as moscas mas a merda permanece a mesma.
E, no dia em que o processo de endividamento crescente dos brasileiros chegar ao nível do INSUPORTÁVEL, cada vez mais inadimplentes e até mesmo sentindo-se culpado por cair nas armadilhas montadas pelos bancos em conivência com o desgoverno. Quando a situação insustentável de endividamento crescente chegar ao limite, talvez acabemos com os bancos, essas entidades malévolas que, através do Banco Central (uma autarquia controlada pelos banqueiros internacionais) DE FATO governam os governantes.
OU O BRASIL ACABA COM OS BANCOS
OU OS BANCOS ACABAM COM O BRASIL!
Lázaro Curvêlo Chaves - 10 de setembro de 2010
Abaixo, a genialidade de alguns BRASILEIROS em seu protesto artístico contra toda essa sujeirada do governo.
Em protesto contra o voto compulsório e a falta de alternativas, VOTO NULO!
Treine aqui como fazer para anular seu voto e contribuir para o aprimoramento das instituições democráticas brasileiras.
Digite sempre "0", "00"ou "000" e clique a tecla verde de "confirma". O TSE faz propaganda contra o voto nulo e informa que o número "está errado". Supere a repugnância e CONFIRME com indignação!
NENHUM dos candidatos que se apresentam propõe coisa lúcida alguma - mesmo considerando que 99% do que dizem é mentira e 1% é duvidoso!
A única forma racional, lógica e lúcida de resolvermos grande parte dos nossos problemas, particularmente os financeiros implica em, pelo menos, as seguintes medidas:
1 - Proibir o Banco Central de produzir e fazer circular a moeda nacional (um assunto dessa natureza, de sumo interesse de TODOS os Brasileiros, não pode ficar a cargo de uma entidade semi-privada, com fins lucrativos e protetora dos banqueiros e jogadores da bolsa de valores, como aqueles que ganham bilhões da noite para o dia jogando e ainda propagandeiam a verdade vergonhosa: "Nas condições atuais o Brasil é uma autopista de oportunidades!" - sim, é mesmo, mas somente para os parasitas, que vivem à farta do trabalho alheio.
Pior, uma entidade chefiada por um criminoso (se morava no Brasil no ano anterior ao que se elegeu (ou melhor, comprou o cargo de) deputado mais votado do país, apesar de ser completamente desconhecido antes de esbanjar o meu, o seu, o nosso dinheiro na campanha mais cara "dessepaiz". Se morava no Brasil, enfim, fraudou a Receita Federal! Se não morava no Brasil no ano anterior ao da eleição a deputado mais votado "dessepaiz" cometeu crime eleitoral.
A qualquer ser lógico e racional o óbvio é que cometeu um tipo de crime (ou contra a Receita Federal ou contra a Justiça Eleitoral) e deveria ter sido exemplarmente punido por isso!
Foi punido? NÃÃÃO, senhores, foi PROMOVIDO pelo chefe da quadrilha do mensalão do PT (aquele que tem um dedinho a menos) a MINISTRO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL!
2 - Quem deve passar a emitir a moeda que circula em nossa nação, JAMAIS devem ser os banqueiros! A melhor opção, na falta de uma melhor, é que esta incumbência fique por conta do Congresso Nacional, ficando estabelecido como CLAUSULA PETREA que esta incumbência JAMAIS deve ser transferida! Nos EUA, por incrível que pareça, muitos intelectuais honestos á estão alertando contra esse tipo de crime de lesa pátria contra o próprio povo farto de viver com sua moeda, o Dólar, gerada e gerenciada por uma entidade privada com fins lucrativos, o "Federal Reserve" deles lá que não é nem jamais foi ligado ao governo Federal e não tem Reservas (o governo estadunidense sempre REMETE reservas ao Federal Reserve, por sinal, pois a eles sempre falta; afinal com lucros astronômicos, o que resta para fazer algo de útil pela parcela da humanidade que vive naquele país.
No Brasil, guardadas “pequeninas” diferenças (pagamos quase 50% em IMPOSTOS por tudo o que compramos e consumimos, além da famosa "mordida anual do Leão da Receita Federal" (que Henrique Meireles fraudou), por sinal!. Nada demais, pensou ele, que sempre esteve do lado dos que RECEBEM o dinheiro dos impostos e usualmente são isentados pelos governos de sequer pensar em pagá-los. No Brasil, como se sabe, o Imposto é sobre o Trabalho, a Renda (dos banqueiros, da jogatina insana das Bolsas de Valores e dos especuladores em geral, não é tributada!). A desculpa que do (dês)governo que cola para 100% dos idiotas “dessepaíz” é que assim fazem para “atrair investimentos”. Que “investimentos”? Na produção é que não é! Eles aplicam, esperam o lucro certo – o dinheiro do imposto do povo brasileiro como garantia é uma segurança para o especulador (NÃO é investidor, pôrra nenhuma!) e aumenta a insegurança geral do povo brasileiro!
Nos EUA é diferente. Lá, para evitar a inflação e enfrentar corajosamente a crise mundial sem paralelos que se avizinha a passos largos, eles BAIXAM os juros que o governo paga a quem compra títulos da dívida pública (lá pagam meros 0,25%).
O Bacen, ou melhor o grupo terrorista chamado COPOM - terroristas descendentes de portugueses, portanto fabricantes de armas de destruição em massa de Brasileiros... - opta por pagar 13% de juros a quem compra títulos do governo. De onde vem o dinheiro para pagarem tudo isso a banqueiros, jogadores, especuladores e espertalhões? DOS IMPOSTOS QUE PAGAMOS mesmo quando compramos pão, pagamos a conta de luz ou telefone, etc...
Pense nisso: se você recebe, digamos, R$ 500,00 mensais (como eu), na verdade isso vale somente cerca de R$ 280,00 pois quando usa seus parcos recursos para pagar contas de água, luz, telefone ou comprar pão, carne seca, batata, mortadela, o que for, já está embutido no preço do produto cerca de 50% em impostos que vão direto para os cofres públicos. Convenhamos que é muito dinheiro para que alguém chegue a pensar que a corrupção – que, de fato, corre deslavada e em escalada ascendente nos últimos sete anos e pouco – seja a única responsável por não haver recursos públicos para investir no necessário, na melhoria das condições de vida dessa gente sofrida!
Não espanta em nada que não haja dinheiro para remunerar condignamente médicos (um médico do INSS recebe míseros R$ 1,24 (um real e vinte e quatro centavos) por consulta, sabia disso? Um amigo médico me mostrou seu holerite e fiquei escandalizado! E os professores? Pessimamente remunerados, muitos se evadem da profissão e buscam melhor colocação (por vezes em países do Primeiro Mundo que sabem valorizar esse tipo de profissional formador dos jovens, por vezes optam por profissões menos nobres, contudo melhor remuneradas (bancários, funcionários do judiciário, limpeza urbana em Nova York...) Espanta mesmo que as estradas estejam em petição de miséria? Além de os governantes viajarem somente de avião, não há dinheiro para a infraestrutura. Os bancos ficam com praticamente tudo. ESSE é o crime, essa é a forma mais monstruosa de latrocínio e corrupção, funcionando como o famoso sistema “Robin Hood às avessas”! Deploravelmente, a péssima remuneração dos profissionais da aviação civil (E MILITAR TAMBÉM!) leva ao caos aéreo a Nação inteira e Lula Calabar Iscariotes da Silva corre mesmo o risco de cair do avião e ser devorado por uma onça, com a Dilma junto! Se a principal e inapelável prioridade do governo é a engorda dos banqueiros - mês a mês, ano a ano, anunciam "lucros recordes" em valores que sequer consigo imaginar (sei lá quantos bilhões ou zilhões, extorquidos dos nossos impostos!) NÃO HÁ UM SÓ CANDIDATO QUE SE PROPONHA – repito: mesmo que eles mintam deslavadamente o tempo inteiro - a suprimir o Bacen e transferir a incumbência de produzir e fazer circular a moeda nacional ao Congresso Nacional (tendência a que os congressistas do Império do Mal - os EUA - vão aos poucos se conscientizando e eventualmente isso ocorrerá mesmo por lá, é só questão de tempo mesmo).
Por aqui é BEM MAIS complicado... Todo o povo sabe - não duvidemos disso! - que os políticos mentem, que roubam o que podem, que fraudam sempre, raramente são pegos e mais raramente ainda punidos por isso. Os exemplos de esperteza são fartos demais: o chefe da quadrilha do mensalão do PT está aí solto e fazendo campanha para a sua candidata. Não foi punido e escapou ileso. Não que o suborno aos parlamentares tenha acabado, não nos é mais possível ser tão inocente, pô!
Assim como os escândalos semanais do governo do PT vinha protagonizando foi combatido severamente através do aparelhamento da Polícia Federal que deixou de ser uma Polícia Estatal, passando a ser uma polícia miseravelmente partidária e de governo. Não que os escândalos e falcatruas tenham parado, mas, com o impedimento das investigações agora ninguém mais pode ficar sabendo. Algum candidato - digno de um quantum mínimo de credibilidade - se propõe a fazer alguma coisa diferente? O que deve ser feito para que o Brasil melhore é rigorosamente transparente e não me cansarei de repetir:
1 - Transferir o poder de emissão da moeda nacional do Bacen para o Congresso Nacional.
2 – Reduzir a quase zero a taxa de propina aos especuladores, digo, a taxa de juros. Claro, juros altos atraem dinheiro, mas somente por que os especuladores levam mais, muito mais do que trouxeram. Do nosso dinheiro! Basta! Essa corja de criminosos já ganhou demais. Sei que chamá-los de criminosos está ligeiramente fora da terminologia atual, que em muito me tem dificultado a escrita. “Espculação é investimento”, “Empobrecimento do povo é enriquecimento”, “Desemprego crescente é baixa na taxa de desemprego e por aí vai”, maldita propaganda que, ao fazer os mais ingênuos acreditar nela, pensar que o problema é somente consigo e o Brasil viver a mais escandalosa epidemia de depressão e suicídio de toda a sua história! Mais uma realização do governo do PT...
3 - Taxar VIOLENTAMENTE todas as atividades de especulação financeira (jogatina na Bolsa, os lucros astronomicamente crescentes dos bancos... No limite, proibir o funcionamento - como é atualmente - das Bolsas de Valores a exemplo do que fazem os países democráticos do mundo. Estatizar todo o sistema bancário brasileiro traria PARA O BRASIL, para todos os BRASILEIROS todos esses zilhões que eles se gabam de ganhar (às nossas custas), isso para dizer o mínimo!
4 - Acabar DE VEZ com esse clima absurdo que os romanos chamavam de CAVEAT EMPTOR ("Que o Comprador se Precavenha!") que impera no comércio "nessepaiz". Quem não reparou que, após o início do governo Lula (o exemplo vem de cima...) os golpes, as falcatruas, os roubos, as promessas mirabolantes por mala direta telefônica ou através dos famosos spams, a violência contra a pessoa humana (detalhe: a constituição brasileira, que aquele cara que Iemanjá levou - como o mal do Brasil - para o fundo do mar - chamava de "Constituição Cidadã", além de estar irreconhecível depois de toda retalhada e remendada, protege, em mais de 85% de seus artigos o DIREITO À PROPRIEDADE. Em uns 10% os direitos dos animais. Somente míseros 5% de nossas leis protegem o direito À VIDA HUMANA!
Gente! Tem algo de muito errado numa sociedade que protege mais a coisa morta ou animais diferentes de nós primatas presumivelmente evoluídos do que o auge da Evolução das Espécies. Como chegamos a esse ponto?
Sempre tive olímpico desprezo e desrespeito pelo mercador. Na Confederação Asteca, que só era inferior à civilização européia em poderio bélico e capacidade de dissimulação, simplesmente destruía totalmente o patrimônio de quem ganhasse coisas em troca de miseravelmente transportá-las e ofertá-las em outro lugar.