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 Cultura Brasileira - Página Oficial
 Paideia - Blog de Teotônio Simões
 Página para um bate-papo anarquista




Cultura Brasileira
 


O Brasil não agüenta mais tanta corrupção e incompetência!

            Diante do sucateamento geral de toda a infra-estrutura brasileira o mais previsível é o crescimento no número de acidentes em terra, mar e ar. É esperar para ver. Isto não é “torcida contra”, é uma constatação empírica. Eu torço contra o Lula da Silva, sim senhor! Porque amo meu país e torço para que ele dê certo. Esta figura nefanda precisa ser afastada da vida pública!

            Por menos, muito menos que isso, a sociedade civil organizada se uniu para remover Collor de Mello do poder. Que fique bem claro: o tipo de política econômica que tira dos pobres para concentrar nos mais ricos – com migalhas arrancadas dos pobres para arremessar aos miseráveis – é rigorosamente a mesma num continuum que vem de José Ribamar (1984) a Lula da Silva (2007), passando por FHC (1994-2002). Cresce o lucro dos bancos, os impostos são cada vez mais escorchantes e os serviços públicos cada vez mais precários. Mas não foi por isso que se demoveu Collor de Mello do poder, foi pela prática de corrupção em escala infinitamente menor que a atual. Alguns movimentos de insatisfação generalizada, à direita e à esquerda, começam a surgir, mas a propaganda governamental Duda-Goebbelsiana é terrivelmente massacrante. A tal ponto que já começaram uma propaganda subliminar para fixar o número “3”. O que seria isso? Conspiração por um 3º mandato para o apedeuta de Garanhuns? E chamar o queridinho do “companheiro Bush” e maior responsável pela redistribuição de rendas dos pobres aos ricos de “esquerda” – com toda a propaganda – é demais!

Leia mais: http://www.culturabrasil.org/quadrilhados40.htm



Escrito por Lázaro Chaves às 06h12
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Balanço da Semana

Lula paga dívida antiga para com Jobim e o promove a Ministro da Defesa

 

            Com a troca do Ministro da Defesa, Lula matou dois coelhos com uma paulada só. Removeu o apagado Waldir Pires – que, a exemplo do chefe, nada fazia mais que discursos vazios – e finalmente,  retribuiu a Nelson Jobim (ex-ministro da Justiça de FHC, ex-presidente do TSE que deu a Lula a vitória no primeiro turno).

            Curiosamente, num dia o ex-presidente da Infraero culpabiliza uma “cultura do jeitinho, da falta de cumprimento às leis, da corrupção”. No dia seguinte, Jobim lança uma série de medidas legais (?) com vistas a melhorar a segurança de quem viaja de avião. No topo, a reivindicação, pois que lhe falta competência para impor ou legislar a este respeito, de aumentar os espaços das poltronas dos passageiros. O efeito disso na segurança das pistas, radares e controladores de vôo é absolutamente inócuo.

 

Produção de biocombustíveis provoca aumento no preço do leite e derivados

 

            Já que Lula da Silva, do alto de sua incompetência e empáfia, se recusa a admitir que o desvio da produção de grãos para a produção de biocombustíveis provocará aumento no preço dos produtos comestíveis, fica a recomendação aos nossos vizinhos (Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile...) que ainda guardem um pouco de juízo: evitem essa cachaça – para usar a semântica do apedeuta de Garanhuns – e sigam produzindo grãos para consumo humano e alimentação do gado. Breve estaremos importando deles um produto muito mais barato!

 

Faniquito no cassino internacional

 

            Se a mísera especulação imobiliária em certos setores da economia estadunidense provoca aumento no dólar e queda nas bolsas de valores no mundo inteiro podemos ver com cruel clareza a fragilidade da economia do cassino internacional em que o mundo se transformou.

            Jogo no pano, senhores; Lula da Silva optou pela jogatina nos jogos bancários e das bolsas de valores: quanto tempo ainda para a quebradeira da economia brasileira fundamentada na jogatina que chega hoje a mais de R$ 1 trilhão, crescendo vertiginosamente com base na especulação. Não tem adiantado esfolar o povo brasileiro em impostos para pagar os juros desta dívida que só faz crescer. A questão é: qual o limite do crescimento desta jogatina? Até onde chegaremos antes que o país sofra uma quebradeira generalizada?

 

Aumenta – de novo! – o lucro líquido dos Bancos

 

            Bradesco e Itaú revelaram seus lucros líquidos: mais de R$ 4 BILHÕES somente no primeiro semestre. Isto se deve às mais elevadas taxas de juros do planeta, pagas no Brasil; aos impostos que pagamos para pagar os juros das dívidas do governo junto aos bancos; às tarifas extorsivas que as entidades cobram e à quebradeira generalizada devido aos empréstimos, particularmente de aposentados e pensionistas com o maldito “crédito consignado” que já levou vários anciãos à morte, fazendo crescer o número de vítimas do governo Lula da Silva.

 

O fim de um mito

 

            Até quando o povo brasileiro verá em Lula da Silva “um metalúrgico no poder”? Ele mal chegou a exercer a profissão e rapidamente se tornou político profissional. Mora com luxo, ganha uma fábula em aposentadoria pelo dedo decepado (dizem alguns que propositadamente), uma bolsa-ditadura, o salário de presidente da república e rios de dinheiro de corrupção a mais deslavada. Incrível que tantos brasileiros se vejam retratados em figura tão asquerosa...

 

Maluf absolvido!

 

            Já é uma tradição: o STF absolve todos os líderes políticos que lhe chegam a julgamento. A segurança de Renan Calheiros se justifica, portanto: seu caso já está no Supremo e, seguramente, será completamente absolvido. Quanto a Maluf, como o papa já não está no Brasil, não se cogita de canonizá-lo imediatamente, mas o processo, seguramente seguirá ao Vaticano.

Festa da Cachaça

 

            O grande evento nacional desta semana foi a tradicional Festa Nacional da Cachaça, produzida no município de Santo Antônio da Patrulha – RS (http://www.festadacachaca.com.br/ de 12 a 15  de agosto. A 21ª Festa Nacional da Cachaça foi largamente exitosa, merecendo manchetes no país inteiro. Lula da Silva não se fez presente, embora seja um aficcionado.



Escrito por Lázaro Chaves às 16h51
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Quem tem o poder no Brasil, afinal?

      “_ Ora, em cada Estado não é o governo que detém a força?

     _ Exatamente.

    _ Certamente que cada governo estabelece as leis de acordo com a sua conveniência: a democracia, leis democráticas; a monarquia, monárquicas; e os outros, da mesma maneira. Uma vez promulgadas estas leis, fazem saber que é justo para os governos aquilo que lhes convém, e castigam os transgressores, a título de que violaram a lei e cometeram uma injustiça. Aqui tens, meu excelente amigo, aquilo que eu quero dizer ao afirmar que há um só modelo de justiça em todos os Estados – o que convém aos poderes constituídos. Ora estes são os que detêm a força. De onde resulta, para quem pensar corretamente, que a justiça é a mesma em toda a parte: a conveniência do mais forte.”

Platão – A República (338d – 339a)

 

            Sem ilusões vagas: quem detém o poder no Brasil, assim como em boa parte do mundo, são os donos do capital financeiro. Como vimos durante a investigação do valerioduto, do mensalão liderado pelo tesoureiro e amigo pessoal de Lula da Silva, Delúbio Soares, o poder é exercido pelos bancos, que distribuem recursos a que políticos e juízes legislem e julguem sempre a seu favor. O sistema, como vemos no lucro recorde do Bradesco divulgado no dia 6 de agosto, é de uma eficácia tão precisa quanto perversa. ESTE é o núcleo do crime organizado, da quadrilha que, segundo o Procurador Geral da República, tomou conta do poder político no Brasil.

           Dúvidas, ainda? "Bradesco registra maior lucro em 20 anos". Confira: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u318046.shtml

Ainda a título de reflexão, lembro mais uma vez o Mestre Maçom Mikhail Bakunin, expulso da Internacional Socialista pelo autoritarismo sectário do Sr. Karl Marx e seus asseclas

 



Escrito por Lázaro Chaves às 20h42
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Videos no Youtube!

Acompanhe a atualidade através dos vídeos no Youtube:

 

http://br.youtube.com/profile?user=culturabrasil



Escrito por Lázaro Chaves às 07h19
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E Lula – de novo... – “não sabia de nada”

E Lula – de novo... – “não sabia de nada”

 

            Segundo Renata Girardi, da Folha on Line, “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu nesta quinta-feira, durante reunião do Conselho Político, no Palácio do Planalto, que o setor aéreo não tinha noção da dimensão dos problemas e dificuldades que existiam na área.” E isto apesar de há quase um ano o caos aéreo se arrastar pelos céus do Brasil ceifando vidas, duas CPI’s instaladas no Congresso Nacional e Lula, para variar, “não sabe de nada”... Haveria um mecanismo válido para afastar o presidente da república para tratamento de saúde mental? Sua capacidade de contato com a realidade resvala na psicopatia!

            Há mais de 6 meses proferiu, boquirroto, mais uma de suas blagues vazias: “quero dia e hora para anunciar que não haverá mais problemas nos aeroportos brasileiros”. Como a esta verborragia imprudente não se seguiu nenhuma providência, o caos continua. Ilude-se quem o imagina interrompido...

            Consta que houve alguns investimentos na área de turismo aeroportuário, melhorando as áreas de embarque de passageiros, criando verdadeiros shopping centers e ampliando os estacionamentos. Nada para a infra-estrutura aeroportuária, que segue sucateada.

            Controladores de tráfego aéreo trabalham ainda com equipamentos implantados na época da ditadura militar e vêm sofrendo uma brutal sabotagem por parte do governo que não lhes capacita profissionalmente, não lhes concede dignidade salarial e os obriga a trabalhar nas piores condições diante do quadro caótico em que se encontram diante de punições e transferências – num universo de menos de 2 milhares de controladores, o afastamento das mais importantes lideranças seguramente é fator preponderante para a piora do quadro...

            Diante do acidente do vôo 3054 da TAM, o debate sobre as causas atinge nível propositado de saturamento, como se o único problema no caos aéreo brasileiro fosse esse. Aliás, como já previa, o piloto morto que fez o possível para controlar um avião com defeito numa pista molhada e mal-acabada será culpabilizado. No Brasil é assim: ao invés de se buscar algo para resolver o problema ou evitar que ocorra, busca-se culpabilizar a vítima maior.

Celebrando a morte de mais de 200 Brasileiros Celebrando a morte de mais de 200 BrasileirosA economia vai bem, por isso o povo viaja mais de avião...  

 

            Pista molhada e escorregadia, entregue às pressas, sem as ranhuras (“Grooving”, que permitiria melhor frenagem) pela pressão das empresas e corrupção da Infraero, avião defeituoso e superlotado (algum de meus – dois – leitores se aventuraria a voar naquele avião sabendo que o freio ou “reverso” esquerdo estava defeituoso?). Com tudo isso, a culpa é do piloto morto? Tinha ele tendências suicidas, particularmente voltadas a um suicídio espetacular levando consigo cerca de 200 seres humanos? Façam-me o favor...

            É uma medida diversionista. Faltou esclarecer uma série de coisas embaraçosas, como por exemplo a condecoração do presidente da ANAC justamente 3 dias após o acidente “por excelentes serviços prestados à aviação”; faltou esclarecer o que levou Lula e sua farândola a levar 4 dias a levar a público um pronunciamento chocho? A cada reunião, a pauta era discutir a próxima e nada se resolvia! O nome disso é INCOMPETÊNCIA! Por que motivo uma pista tão curta, sem área de escape, no meio da maior cidade brasileira, o que já vem causando transtornos homéricos? O que leva um aeroporto com uma pista minúscula e defeituosa a autorizar pousos e decolagens a cada 2 minutos? Em que condições trabalham os profissionais do setor?

            “Não tem faltado dinheiro para os aeroportos”, diz o manteiga. Como é que se explica então o recente apagão do SIVAM que, na Amazônia, inviabilizou vários vôos internacionais? Quem conhece o setor sabe que é preciso investir em equipamento de ponta, valorização – com cursos de especialização – dos profissionais ligados ao controle do tráfego aéreo e técnicos em manutenção que o sistema está em tal nível de sucateamento que só se explica porque, segundo o dito popular, “Deus é brasileiro”. A continuar como está, sem se tocar nestes pontos nodais, mais ocorrências terão lugar, os culpados serão os mortos e o governo seguirá popular – sei não... As vaias a Lula se multiplicam pelo país afora. Será que estão despertando?

 



Escrito por Lázaro Chaves às 04h02
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Começou mal, segue mal e contudo mantém a popularidade. Vá entender...

Começou mal, segue mal e contudo mantém a popularidade. Vá entender...

 

            Que outros monumentos de incompetência, corrupção e ignorância confessa Lula terá de protagonizar para que o povo perceba que ele, eleito para mudar o Brasil, mudou foi de lado?

            Contrariando promessa de campanha e sua própria biografia, entregou o Banco Central à Banca de criminosos Internacionais que o vêm gerindo segundo seus próprios interesses de acordo com os ditames de Washington.

            Enganou a todos quando – ao obedecer caninamente ao Império Ianque – “converteu a dívida nacional de dólares para reais”, aumentando brutalmente o endividamento em moeda nacional usada e abusada por especuladores internacionais para os quais, de fato, governa. O endividamento brasileiro hoje ultrapassa a casa dos TRILHÕES, mais uma realização do governo Lula da Silva...

            Outros países do chamado “Cone Sul”, seguiram os ditames do Império Ianque – Nestor Kirchner foi o segundo a fazê-lo. A propaganda diz: “já não precisamos do FMI, podemos andar com nossas próprias pernas”. Isto não é verdade! O endividamento em moeda nacional em nada significou “ruptura” com o FMI, antiga bandeira da esquerda, mas uma obediência a seus ditames!

            Embora paguemos os impostos mais elevados do planeta Terra – 40%, segundo o “impostômetro” – é o dobro dos 20%, quando o Visconde de Barbacena cobrava o quinto, daí vem o nome “quinto dos infernos” e o povo segue apático pagando DOIS QUINTOS DOS INFERNOS!

            Estes impostos são empregados no conforto do ocupante do Planalto, em subornos a parlamentares, fazendo economia para pagar os juros da dívida crescente – hoje em moeda nacional – e pouco ou nada sobra para a infra-estrutura.

            Nossas estradas de rodagem causam mais mortes que os acidentes de avião pelo país afora, tal o seu estado! Os portos estão igualmente abandonados. Escolas e hospitais vivem em estado de perene calamidade. O desemprego atinge índices recordes – aqui mais uma perversidade: o cálculo é propositadamente mal feito, maquiado para apresentar índices menores que os reais. Se contássemos todos os brasileiros em idade laboral sem emprego, os níveis estariam acima de 30%. Como não é esta a conta que o Instituto Brasileiro de Maquiagem de Estatísticas faz, estamos ainda com estratosféricos 18% de desemprego, uma calamidade capaz de fazer cair qualquer governo em qualquer nação civilizada! Os salários, também maquiados, são apresentados de maneira a enganar a cada um que julga ser somente seu o problema, compartimentaliza-se, individualiza-se e desmobiliza-se o movimento em busca de melhorias neste importante setor da economia!

            Ainda sobre a educação, os princípios morais, eivados de verdade e justiça, tão freqüentes no discurso Lulo-Petista quanto ausente de sua prática, seguem perfeitos e tapeando mesmo os mais letrados.



Escrito por Lázaro Chaves às 04h01
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Fui tapeado, confesso!

 

            Em 2002, a exemplo do que vinha fazendo desde 1989, votei em Lula da Silva. Jamais imaginei que fosse cercar-se de uma quadrilha capaz de tudo, que fosse entregar “a chave do cofre” à banca internacional e envolver-se em tanta corrupção, incompetência e ignorância reiteradamente confessada do quanto acontece no país. Deixei o PT em 2003 assim que compreendi que Lula da Silva governaria para o grande capital especulativo, relegando à plebe ignara os discursos vazios e a propaganda caríssima, paga com nossos impostos.

            Reitero: embora paguemos os impostos mais elevados do mundo, não se valoriza salarialmente o funcionalismo, não se o capacita profissionalmente, não se empregam recursos em infra-estrutura, totalmente sucateada... Não se estimula a criação de empregos.

            O grosso vai para a engorda do capital especulativo, que não produz nada para ninguém. As migalhas restantes seguem na forma de “bolsa-esmola”, o neocoronelismo que vincula o esmoler ao doador da benesse feita com o chapéu alheio.

            Dentre suas mais notórias realizações, além dos discursos tonitruantes e monstruosos e uma propaganda caríssima, de primeiríssimo mundo, vemos o comando de sucessivas quadrilhas seguidas do mantra presidencial: “mas eu não sei de nada...” Como vimos acima, ousou jactar-se de sequer saber haver crise no setor aéreo brasileiro!

            Estou convencido de que Lula da Silva sofre da síndrome de Luís XVI neste ponto. Basta estar no poder para tudo estar resolvido. Não precisa saber de nada nem fazer nada. Basta proferir discursos vazios e dar brioches à plebe.

            É o caso pensarmos muito seriamente em impedimento. Deve afastar-se por tempo indeterminado para tratamento de sua saúde mental. É muita loucura!

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 04/08/2007


 



Escrito por Lázaro Chaves às 04h01
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Reação feliz dos assessores de Lula com a tragédia que ceifou cerca de 200 vidas devido à sua incúria administrativa. Confira:

Ilha das Flores - Atualíssimo...

 

Tudo Vira Bosta! Rita Lee..

Quando tomaremos providências diante destes criminosos que tomaram de assalto o estado nacional brasilerio?

 

O Que fazer diante do caos aéreo? Marta Suplicy, dublê de sexóloga e ministra do turismo dá um conselho, e os cadáveres se acumulam...

 

 

O Brasil perdeu totalmente as condições morais!

Lula vaiado no Maracanã. Será que o povo está acordando?

 

O pior cego é aquele que não quem ver...

 

Cristóvam Buarque fala sobre a questão da ética. Discursos, convenhamos, já não adoamta, de nada...

 

Escândalos e mais escândalos...

 

Ana Carolina desabafa! Texto de Elisa Lucinda!



Escrito por Lázaro Chaves às 00h42
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Impostos atingem R$ 500 bilhões!

 

 

... MAS NÃO SOBRA DINHEIRO PARA INVESTIMENTO EM SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA. INFRA-ESTRUTURA, E ETC.

 

São Paulo. O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registra, no domingo, R$ 500 bilhões em impostos pagos pelos brasileiros desde o início do ano. Em 2006 este valor foi alcançado 19 dias mais tarde, em 10 de agosto. No Ceará, do início de 2007 até as 18 horas de ontem, o fisco havia recolhido R$ 6,476 bilhões — o equivalente a R$ 782,34 por habitante, segundo dados do Impostômetro (www.impostometro.com.br).

 

Desde 21 de abril de 2005, o Impostômetro — instalado no prédio da ACSP, no centro de São Paulo — mostra a arrecadação em tempo real. No primeiro semestre deste ano, o equipamento marcou R$ 282,4 bilhões, um aumento de R$ 33,5 bilhões sobre o mesmo período de 2006. E, de acordo com a ACSP, este valor é quase o total que o governo espera arrecadar em 2007 com a cobrança da CPMF (R$ 36 bilhões).

 

Segundo a associação, no primeiro semestre foi registrado um crescimento de 10% na arrecadação de impostos ante igual período de 2006. Somente a CPMF cresceu 11,32%, atingindo R$ 17,33 bilhões este ano. Para 2007, a estimativa é de que o aparelho marque mais de R$ 900 bilhões. ´Com o aumento da arrecadação e neste período de reflexão que o Brasil está vivendo, essa é uma boa hora para aliviar a carga de impostos´, afirmou o presidente da ACSP, Alencar Burti.

 

Impostos federais

 

De acordo com a Receita Federal do Brasil, a arrecadação somou, entre janeiro e junho, R$ 282,433 bilhões, incluindo as contribuições previdenciárias. Levando em conta a inflação do período, o valor chega a R$ 284,522 bilhões — 10,02% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

 

Sem levar em conta a receita previdenciária, o Imposto de Renda e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são os tributos mais representativos em volume, R$ 78,097 bilhões e R$ 48,387 bilhões, respectivamente, crescimento de 11,45% e 6,85%. Conforme a Receita, o crescimento deve-se principalmente a maior arrecadação das pessoas jurídicas no primeiro trimestre, depósitos administrativos e judiciais e da retomada do recolhimento por parte das instituições financeiras.

 

No caso da pessoa física, o aumento na arrecadação do IR ocorreu principalmente no item referente ao ganho de capital na venda de bens. No caso da Cofins, o aumento foi conseqüência, principalmente, da fabricação de veículos e do comércio. Outro destaque é o recolhimento do Imposto de Importação e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vinculados às importações. Eles cresceram, respectivamente, 17,45% e 21,4%. O IPI de automóveis apresentou uma elevação de 10,14%. Já o tributo incidente sobre os demais produtos teve alta de 15,96%.

 

Em 2006, a arrecadação foi de R$ 541,055 bilhões (corrigido pela inflação), o maior valor já registrado. Todos os meses foram recordes em relação aos de anos anteriores.

 

Desnecessário mencionar que nada destes recursos se destina para a infraestrurura rodoviária, aeroportuária ou mesmo marítima. Os gastos destinam-se miseravelmente a manter elevados os lucros dos bancos - para quem o governo elitista de Lula da Silva governa - pagar subornos a parlamentares e permanecer em reuniões intermináveis diante da crise sem precedentes que assola o país!

 

Lázaro Curvêlo Chaves - 01/08/2007



Escrito por Lázaro Chaves às 12h18
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Brasil: terra de dois pesos e duas medidas...

            Aqui está um exemplo do velho ditado: "deixar o cachorro passar e implicar com a pulga"...

Recentemente, todos os noticiários televisivos repetiram a notícia. Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 4 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba – SP a 5 km de sua casa pescar para ter uma "misturinha" com o arroz e feijão, pescou 900 g de lambari, e, sem saber que a pesca ali era proibida, foi detido por dois dias e levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$ 280,00 para deixá-lo novamente livre para tentar encontrar o que comer. Ainda por cima terá que pagar uma multa ao IBAMA de R$ 724,00. Sua esposa, Sônia grávida de 4 meses, sem saber o que aconteceu com o marido que supostamente sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebe a noticia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia

 

Enquanto isso, no andar de cima...

Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da Petrobrás é responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baia de Guanabara, matando milhares de lambaris e pássaros marinhos; responsável ainda pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em varias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável. Encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília.

Quem diz que “o crime não compensa” se dirige somente aos pobres. O crime compensa, sim! E com larga vantagem aos que ocupam posições poderosas! Como dizia Edgar Vasquez, “ladrão não é a pessoa que rouba, mas a que rouba pouco...”



Escrito por Lázaro Chaves às 00h10
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Autocrítica: Lula descobriu a fórmula do sucesso

                Lula está absolutamente correto em sua avaliação: o brasileiro se acanalhou, os valores morais se esgarçaram completamente. Riem-se da honra, da honestidade, da correção e da ética – as próprias palavras, usadas nos lábios dos corruptos, perderam todo seu significado original.

 

Cometemos um gravíssimo erro de avaliação ao propor o mote “o povo não quer esmola, mas dignidade e trabalho!” Lula conseguiu demonstra precisamente o oposto: o povo miserável quer é “se dar bem”, “levar vantagem” e sair impune conforme vêem nos exemplos dos de cima!

 

Ao nomear o deputado tucano mais votado do país para a presidência do Banco Central não estava acenando à oposição, mas aos especuladores. Henrique Meirelles, respondendo a inquéritos parados no Supremo Tribunal Federal, é oriundo da ciranda financeira que faz fortunas da noite para o dia sem o menor esforço laboral. Gerente e representante dos interesses do Bank Boston, exerce atividades completamente sem controle algum de quem quer que seja para garantir que o Brasil siga expendendo uma fábula de recursos a desviar à ciranda financeira. Em sua gestão, pagando mais que todos os anteriores aos especuladores, conseguiu ultrapassar em muito a barreira do trilhão (R$ 1.250.000.000.000,00 segundo cálculos mais recentes) em endividamento crescente e com isso consegue fazer o risco país cair a patamares jamais antes avençados. Estamos hoje, segundo avaliação do Banco J. P. Morgan, num dos menores patamares do mundo! Isso significa muito simplesmente que o Estado Nacional Brasileiro merece cada vez mais a confiança dos especuladores internacionais: seguirá desviando recursos da saúde, educação, segurança, saneamento e infra-estrutura o dos governos seguirem desviando recursos da santeadores, conseguiu ultrapassar em muito a barreira do trilhuem quer que seja para a ciranda financeira.

 

Pena que a Economia deixou de ser ciência e se tornou um sacerdócio. Se ainda existisse algum eivor de honestidade intelectual por parte dos economistas se perceberia que, onde o J. P. Morgan considera mais arriscado especular o povo vive melhor e o risco-país é mais elevado. Onde o risco país é mais baixo, o povo vive muito pior.

 

Basta mencionar que atrocidades como rebeliões nos presídios, chuvas de balas perdidas nas grandes cidades, crimes contra turistas e, mais recentemente, o apagão aéreo levando o Brasil a ser considerado um dos locais mais perigosos do mundo para a aviação civil coincidiu com as maiores quedas no risco-país para perceber a falácia.

 

A nota cômica da semana fica por conta do Manteiga. Depois de ensinar ao IBGE (Instituto Brasileiro de Maquiagem das Estatísticas) como fazer o Brasil apresentar melhores resultados com pequenos ajustes de cálculos, pretende agora ensinar o mesmo ao J. P. Morgan... Ainda considera os menos de 160 pontos um índice mais elevado do que o país merece. Talvez esteja certo. Pela lógica que vem norteando seu procedimento à frente do Ministério da Fazenda o país é hoje um dos mais seguros aos especuladores do mundo! Pena ser tão inseguro para os cidadãos comuns, tão sobretaxados que estamos em grande medida nos piores níveis desde o feudalismo.

 

Leia mais: http://www.culturabrasil.org/mais_que_sombrios.htm



Escrito por Lázaro Chaves às 20h06
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Enquanto as elites políticas dividem o butim em torno de Lula da Silva, a crise no setor aéreo se agudiza

 

Em outubro de 2006 o povo brasileiro foi às urnas e sufragou majoritariamente a continuação do governo Lula da Silva. Estava, na ocasião, como em muitos momentos de seu governo, envolvido em mais um escândalo envolvendo vultuosas quantias em espécie, em moeda nacional e estrangeira – o chamado “escândalo do dossiê” uma vez que aquela montanha de dinheiro, segundo se informou na imprensa, destinava-se à aquisição de um dossiê contra seus principais adversários.

                O eleitorado não se abalou! “Ética no trato da coisa pública” não foi uma exigência para sua reeleição e Lula tem plena consciência disso ao compor seu ministério – após 6 meses de embromação – principalmente por corruptos e incompetentes de vários partidos e até criando novos cargos importantes “para acomodar” os novos aliados.

                Como, infelizmente, esse período em que as elites políticas em torno de Lula lutavam entre si pela divisão do butim coincidiu com a crise no setor aéreo, Lula e sua farândola simplesmente decidiram se dedicar à primeira questão e esperar que a segunda se resolvesse sozinha. Testemunha disso é o fato de, em 6 meses de crise, não se fazer absolutamente nada para a solução do problema cruel levantado pelos controladores de vôo mas, a todo o instante aparecia alguma autoridade civil ou militar a vociferar na imprensa coisas como “Crise? Que crise?” ou variantes como “o problema estará resolvido em menos de 15 dias...” No Congresso Nacional, alguns parlamentares fatigados de tanto precisarem postergar compromissos por serem incapazes de chegar a Brasília devido ao congestionamento nos aeroportos, se mobilizaram em torno de uma “CPI do apagão aéreo” ou o que o valha. Barrada pela maioria composta pelo Planalto que alega “não haver fato determinado” ou que as oposições “queriam fazer da crise uma questão política”. Estranho... Que “fato” pode ser mais “determinado” que uma penca de gente apinhada nos aeroportos? Quando o governo age ou fica parado, não é política, quando a oposição parlamentar mais dócil da história do Brasil esboça uma tímida reação é política?

Leia mais: http://www.culturabrasil.org/crisessemfim.htm



Escrito por Lázaro Chaves às 05h58
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Questão Militar/2007

A questão dos militares da FAB – situação que conheço de perto – é realmente dramática. Em 1979, um trabalhador ganhando o salário mínimo ainda conseguia pagar o aluguel de uma casa razoável na periferia do Rio de Janeiro e ter filhos estudando nas escolas públicas de bom nível educacional, entre outras coisas. Em 1979, um sargento da FAB recebia um salário de 15 vezes o valor daquele mínimo tendo, portanto, condições existenciais bastante confortáveis, embora ouvisse o coro dos mais antigos a se queixar, pois haviam vivido tempos melhores... Em 2007 o salário mínimo não atinge sequer o valor do aluguel de uma casa razoável, o ensino público está sucateado e a insegurança nas grandes cidades é um drama cotidiano e cruel. Em 2007 um sargento da FAB recebe menos de 4 vezes o valor deste mínimo.

A eleição de Collor de Mello em 1989 marca o início da decomposição salarial mais acentuada dos militares e do sucateamento das instalações militares (infra-estrutura aeroportuária aí incluída). Com a troca de moeda após o confisco da poupança e conta-corrente, os soldos sofreram grave deterioração. A isto, o governo Collor respondeu reduzindo o tempo de trabalho dos militares em todo o território nacional a meio período, permitindo-lhes exercer outras atividades para complementar seu salário – o que ainda era possível, pois a economia se movimentava, não estava estagnada como hoje. Dali para cá o salário dos militares vem em queda livre a as condições objetivas de auferir rendimento com o fruto do próprio trabalho em outras atividades, num quadro de estagnação econômica, se tornaram desalentadoras.

A quase totalidade do controle do tráfego aéreo nacional é feita por sargentos da FAB, formados controladores de vôo pela Escola de Especialistas de Aeronáutica. Para se orientar, dependem dos instrumentos (de radares a computadores) instalados e mantidos pelos também sargentos da FAB formados em Eletrônica na EEAR. Toda a infra-estrutura aeroportuária, em todo o território nacional, é mantida por uma empresa de capital misto, a INFRAERO, que conta em seus quadros funcionais, principalmente com militares da reserva da FAB.

Este quadro é semelhante no Exército e na Marinha. Um grupo grande de seres humanos dedicados à Segurança Nacional, com os salários aviltados, trabalhando em meio expediente com equipamento sucateado... Não somente era previsível que algo bastante desagradável ocorresse, como deve estar claro, esta é somente a ponta do iceberg! Não é o tipo de problema que “se resolva sozinho” como esperam irresponsavelmente Lula da Silva e sua farândola. Exige estudo e, sobretudo, decisão e atitudes concretas. Combater essa realidade com corrupção e propaganda, quase com 100% de certeza, virá somente a piorar a situação. Há, claro, o imponderável e o fator concreto de a opinião pública estar maciçamente favorável a Lula da Silva, seja lá o que for que ele faça ou deixe de fazer.

Idealmente, a solução parece óbvia: destinar mais recursos estatais à boa formação militar, aos soldos e a um resgate da infra-estrutura sucateada – e não apenas aeroportuária! Aí esbarra-se nos limites econômicos dos governos brasileiros num continuum, de Collor de Mello ao atual.

Leia mais: http://www.culturabrasil.org/crisessemfim.htm



Escrito por Lázaro Chaves às 05h57
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Limites da Democracia Representativa à brasileira

            O voto compulsório, sob pena de perda de direitos de cidadania, compele a maior parte dos convocados às urnas a, de má-vontade, sufragar aquele que o obriga a votar. Isto não é novidade. Victor Nunes Leal, em seu clássico “Coronelismo, Enxada e Voto” nos apresenta este problema.

            Dia destes, me senti pessoalmente agredido pela propaganda institucional do Tribunal Superior Eleitoral. Era uma carteira de identidade que, enquanto o locutor fala, vai se apagando. “Quem não está em dia com a Justiça Eleitoral perde o direito a tirar passaportes, prestar concursos públicos, abrir conta em bancos...” vai por aí a locução enquanto a foto 3x4 e a impressão digital de uma pessoa vão se apagando como um cidadão que desaparece.

            Lembro-me de meu trabalho como intérprete junto à delegação holandesa de Pentatlo Militar em 1982. Mostrei minha identidade para eles e pedi para ver a deles. Não havia impressão digital e me espantei. “Fingerprinting is only for criminals”, disseram “só se tira impressão digital de criminosos”. Daquele diálogo nasceu minha consciência do que o Estado Nacional Brasileiro pensa de todos os seus cidadãos.

A carteira de identidade se apaga na propaganda do TSE e nos deixa com uma sensação desconfortável de estar vivendo num mal disfarçado Estado Totalitário.

Que outros países do mundo obrigam seus cidadãos a votar sob pena de não poder sequer abrir conta em bancos? Pessoalmente, penso que participaria de todos os pleitos, mas “ser obrigado a exercer a cidadania” é um evidente contra-senso.

A urna eletrônica é outro treco que me incomoda. O resultado sai tão rápido e tão sintonizado com as tais “pesquisas de opinião” que ninguém se espantará quando a democracia à brasileira apresentar os resultados antes mesmo do comparecimento às urnas. O fato de haver “urnas eletrônicas com defeito ou impugnadas” em várias localidades dificulta a contagem de votos e torna mais incrível a velocidade da proclamação dos resultados. Como é que um país que não conta sequer com uma infra-estrutura aeroportuária decente desenvolve uma tecnologia que só interessa a outros em situação parecida, ou seja, semi-colonial? Por que esse tipo de tecnologia é vigorosamente recusado por todos os países com longa história e tradição democráticas?

O povo brasileiro conta com um intimismo, um conjunto de maneirismos, uma sem-cerimônia e uma malandragem que são absolutamente sedutores a todos os que nos visitam. Há muito do que nos jactarmos de nosso país. O fato de sermos controlados e vigiados por um Estado Totalitário não se conta entre eles.

Sou de um tempo em que a honra e a fidelidade eram coisas fundamentais, tão naturais quanto o nascer ou o pôr-do-sol, base para qualquer tipo de relacionamento intersubjetivo, de camaradagens de botequim à política. Hoje até estas expressões caíram em desuso, depois que se abandonou a prática. Conforta saber que é uma onda, um período, como o foi a “Idade das Trevas” na Europa. Incomoda lembrar que a “Idade das Trevas” durou mil anos...



Escrito por Lázaro Chaves às 05h56
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De como manter a popularidade em índices elevados

            Inicialmente é necessário promover os ladrões do erário público à estatura de vítimas e estadistas e assim conquistar um segundo mandato.

            Também é fundamental manter o discurso intocado; ser coerente com o discurso da vida inteira. Isto vale tanto para o cargo máximo do Executivo Federal – aqui examinado – quanto para qualquer outro cargo eletivo neste país: ser eleito com o capital especulativo, tomar medidas práticas a favor do capital especulativo, lesivas aos interesses dos trabalhadores por um lado e, por outro, manter o discurso contra o capital especulativo e a favor dos interesses da maioria. Suicídio político cometem aqueles que buscam aproximar seus discursos da prática, desde Vargas até Heloísa Helena, em modulações e com conseqüências variadas, claro está.

            Se o discurso do presidente da república tivesse algo a ver com sua prática política, ele deixaria de recebe o apoio do capital especulativo que o apóia e para quem governa. Por outro lado, se o seu discurso refletisse as medidas concretas que vem tomando (aumento exorbitante de impostos, reduções nos direitos trabalhistas, desvios vultosos de recursos públicos para fins privados, corrupção, etc.) perderia o apoio simpático de quem sabe de todas estas coisas mas, ao invés de vê-las como condenáveis e imorais que são, sentem genuína inveja do Duce; gostariam muito de estar em seu lugar, roubando, malversando e agindo em oposição a seu discurso – que segue intocado. Daí a corrente que o apóia crescer dia a dia.

            Por via das dúvidas, aplicar o rio de dinheiro que lhe autoriza o capital especulativo em funções distintas daquelas que o país necessita: transformando o aparelho Estatal em suporte ideológico/partidário, após as prioridades de praxe (suborno de parlamentares, desvio de recursos públicos para enriquecimento ilícito, etc.) vêm as vultosas despesas com propaganda. É fundamental que todos sejam levados a se convencer que o governo está realizando – e isto se repete hipnoticamente na propaganda.

            A realidade deve ser desprezada como delírio ou desviada a atenção do público dos resultados concretos de uma prática fratricida.

            O caos no transporte aéreo chamou a atenção de muitos por afetar uma parcela da classe econômica para quem Lula vem governando desde o primeiro dia de seu primeiro mandato: aqueles que podem andar em aviões de carreira. Não afetou o tráfego de jatinhos e aviões oficiais como o Aerolula, mas afetou até mesmo o transporte de parlamentares da base de sustentação, subornados a peso de ouro pelo governo. Enquanto decide, vai usando essa dicotomia e postergando ao máximo qualquer decisão que possa ter, remotamente, o mínimo peso.

            Nas dobras dos discursos percebem-se inicialmente 2 vertentes tentadas neste momento:

1) A culpa do caos aéreo é “das empresas de transporte aéreo”; não reside no governo que remunera e prepara mal os controladores de vôo, além de permitir o sucateamento da infra-estrutura aeroportuária, desde as instalações dos aeroportos – devidamente reinaugurados durante a campanha eleitoral – até o equipamento usado, de computadores à malha de radares que abastece os dados informatizados. O irracional prevalece. Algo como buscar – frequentemente com surpreendente sucesso! – culpabilizar as empresas de transporte rodoviário pelo péssimo estado das estradas.

2) Se o governo não está cuidando “daqueles que podem viajar de avião”, é porque “está se voltando para a grande massa”, brasileiros desmobilizados da busca por emprego ou melhores condições de trabalho por estarem viciados por um lado na esmola estatal e, por outro, na propaganda a favor do péssimo governo.

            Isto é um mero exemplo. A propaganda logra até mesmo explorar a favor do governo o péssimo estado da educação, saúde e segurança públicas, mais ou menos usando o irracionalismo como mote: a culpa é dos governos passados e das próprias vítimas – além dos jornalistas e de quem ousa brandir fatos contra o discurso e a propaganda. Uma coisa são os fatos. Outra coisa completamente diferente e sem qualquer relação com a primeira são os discursos e a propaganda. O discurso segue uma coerência interna contínua e a prática também, cada uma em sua própria direção específica. Alguns jornalistas – mesmo entre os mais conservadores e simpáticos ao governo – “exorbitando de seu direito à liberdade de expressão”, resolveram cobrar coerência entre o discurso e a prática. Alguns perderam o emprego, outros vêem seus veículos de comunicação perder o portentoso volume de recursos da propaganda governamental e todos vão aprendendo a lição: o discurso não deve ter qualquer reflexo na prática. Cobrar coerência entre o discurso de ontem e o discurso de hoje, pode: de fato mudou muito pouco; cobrar coerência entre o discurso e a prática é “exorbitar do direito à liberdade de expressão” e ficar na marca do pênalti para a próxima medida governamental: censura prévia que a censura velada através das pressões aqui arroladas já vem sendo praticada à farta desde 2003.



Escrito por Lázaro Chaves às 21h37
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