Deixa o homem descansar
Viajando feliz no único avião do país sem problemas com horários de pouso ou decolagem, conhecido como "Aerolula", presidente evita seus eleitores nos pontos de embarque indo a seu descanso em meio ao caos no Tráfego Aéreo Brasileiro, no que já foi apontado por vários militares Aeronáutica como "caso de Segurança Nacional".
Decolando na hora e pousando na hora, Lula descansa numa praia isolada na Bahia após o cansaço do único período em que aparentemente trabalha: o período eleitoral. Eleito, "deixa o homem descansar" é o mote.
Escrito por Lázaro Chaves às 22h05
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Caos no Tráfego aéreo - Coronel Aviador aponta causas do dilema
O Coronel de Aviação Marcelo Hecksher aponta com lucidez e brilhantismo alguns dos dilemas que envolvem a presente questão de caos no Tráfego Aéreo Brasileiro. Confira.
Questão Salarial – O Dilema.
Foi abordada na entrevista concedida à Rádio CBN, superficialmente, a questão salarial. Este é o dilema da Aeronáutica. A maioria dos controladores de tráfego aéreo ainda é militar. Envolvidos na questão baixos salários em relação à especialização necessária para o exercício de tarefas complexas e de grande responsabilidade, existem dezenas de milhares de militares na Aeronáutica, e também das outras Forças.
Como sargento, o controlador de vôo recebe o mesmo pagamento de um sargento que toca tambor em uma banda de música na Aeronáutica. Não que o tocador de tambor receba um bom salário para a sua atividade ou que esta não seja importante. Acontece que os níveis técnicos das atividades, de um (músico) e do outro (controlador de tráfego aéreo), assim como a importância econômica e a responsabilidade das atividades, são completamente diversos.
Um músico de alguma importante orquestra recebe sua remuneração não por ser, simplesmente, músico. Sua remuneração será maior ou menor conforme sua importância para a orquestra. A Aeronáutica é uma orquestra de sargentos de diversas especialidades que recebem o mesmo salário por serem sargentos.
Sem dúvida, esse fato ocorre também nas demais Forças Armadas, em algumas especialidades (...)
Leia texto completo aqui: http://www.reservaer.com.br/introducao/avisos/dilema.html
Escrito por Lázaro Chaves às 22h02
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Caos no tráfego aéreo
Governo foi avisado em 2003 -Correio Braziliense, 021106
Ministro da Defesa, José Viegas alertou o Planalto há três anos que o sistema corria risco de colapso, caso investimentos não fossem feitos. Mas Fazenda decidiu reduzir gastos, apesar de a receita oriunda dos impostos pagos pelos passageiros ter aumentado enormemente.
Leia matéria completa aqui: http://dyn1.correioweb.com.br/cbonline/
Escrito por Lázaro Chaves às 22h02
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PT age com ódio - Lula prega "paz e amor". E aí? Acreditamos no discurso ou na prática?
Enquanto Lula faz pose de estadista e fala manso em todas as TVs, pedindo uma trégua à oposição em nome da governabilidade, do bem do país, da tranqüilidade dos brasileiros e não sei mais o quê, o tom no PT é muito diferente. O ministro da articulação política, Tarso Genro, e o presidente do partido e coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, metem a ronca na imprensa, incentivando, indiretamente, uma reação raivosa contra os jornalistas. Você, leitor, não tem idéia dos e-mails que os petistas que não têm nada de "paz e amor" fazem circular pela internet e mandam aos montes para jornalistas, inclusive para nós, colunistas da Folha, agressivos e, não raro, injustos. Num e-mail, um alucinado me chamou de "vaca nazista" por considerar que, ao registrar e comentar todos os escândalos produzidos no primeiro mandato de Lula, eu seria "antilulista", "antidemocrática", "da direita e da elite". Há um oceano entre o discurso de Lula e os desses lulistas, como há um oceano entre os fatos e as versões, que não reconhecem o parecer do procurador-geral da República, acusando a existência de "uma quadrilha", nem a compra de partidos e parlamentares, nem compra de dossiê, nem os processos contra os ex-ministros Palocci e Dirceu.
De Eliane Cantanhêde, na Folha de hoje. Leia matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0211200604.htm
Escrito por Lázaro Chaves às 02h43
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Escalando o 4º time
O primeiro time caiu com o escândalo do Waldomiro, assessor de Zé Dirceu pedindo propina a um bicheiro, o escândalo dos dólares na cueca do assessor do irmão do Genoíno e o escândalo da Land Rover dada de presente a Sílvio Pereira.
Caiu toda a cúpula do PT na época: Dirceu, Genoíno, Sílvio Pereira, Delúbio Soares... E Lula teve de escalar o time reserva com aliados novos.
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O time reserva caiu com Palocci violando o sigilo bancário de um caseiro para evitar que testemunhasse o fato de ele conhecer e gerenciar a casa de lobbies e diversão conhecida como “República de Ribeirão”. Um terceiro time foi escalado às pressas.
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Já se aprontando para assumir parcelas maiores de poder, Mercadante, Freud Godoy, Gedemar, Lorenzetti e Valdebran caíram com uma montanha de dinheiro de origem ilegal, amealhado e ajuntado com a finalidade de comprar um dossiê contra tucanos. A eles pouco importa que provas obtidas desta maneira sejam inadmissíveis em juízo.
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Para a nova escalação, Lula conta com Orestes Quércia, Blairo Magi, Jader Barbalho e José Ribamar, por assim dizer “de fora” do PT. São políticos muito espertos contra quem, a exemplo de Paulo Salim Maluf, também aliado de Lula da Silva, “nada ficou provado”. Já Collor de Mello, a mais recente adesão ao lulismo, volta à cena. Talvez nos próximos pronunciamentos, talvez no início do próximo ano, o presidente reeleito anuncie a escalação de seu 4º time, que protagonizará os próximos escândalos.
Escrito por Lázaro Chaves às 19h12
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Ruy Barbosa - atualíssimo em 2006!
Sinto vergonha de mim!
"Por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era Que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo, buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos "floreios" para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar", voltar atrás e mudar o futuro.
'Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro! De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".
Ruy Barbosa

Escrito por Lázaro Chaves às 23h22
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Limites da Democracia Representativa Brasileira
O voto é compulsório. As pessoas, no Brasil 2006, não podem simplesmente se decidir a não participar do processo eleitoral. O que em todo o mundo civilizado é um direito exercido com entusiasmo, no Brasil é dever, sob pena de perda de uma série de direitos políticos.
A lei proíbe e, em raríssimos casos pune, a “compra de votos”. Mas como classificar um programa compensatório para a miséria, gerado no ventre do capital especulativo, como o bolsa-esmola?
Para eleger um deputado federal por São Paulo ou Rio de Janeiro são precisos, no mínimo, 20 vezes mais que a quantidade de votos necessários para eleger o mesmo deputado em lugares como Acre, Tocantins ou Amazonas. E não há nada indicando que o eleitorado do Acre ou do Tocantins seja 20 vezes mais maduro politicamente que o eleitorado do Rio ou de São Paulo.
Reforma política é uma das coisas que acontecerá. Iludem-se aqueles que imaginam ver temas como “voto facultativo”, “representatividade igualitária a todos os Estados” ou a proibição do uso de programas compensatórios de governo em propagandas eleitorais efetivamente debatidos. Tudo aponta na direção de uma concentração partidária de cima para baixo, com desprezo pelas diferenças regionais.
Lula da Silva se recusou a assumir o compromisso de não convocar uma Assembléia Nacional Constituinte – com que justificativa? Não houve ruptura institucional alguma... Ainda! A própria convocação de algo dessa natureza terá um viés golpista levando o Brasil a uma divisão esquisita, não entre classes sociais legitimamente antagônicas numa sociedade capitalista injusta como a nossa, mas uma divisão entre letrados e iletrados, com o segundo magote da sociedade (gente de todas as classes sociais, diga-se “de passagem”) usado como massa de manobra pelo governo golpista e desejoso de perpetuar-se no poder.
Aliança entre Lula e Aécio Neves com vistas a este segundo receber o apoio de Lula para a eleição de 2010? Lula deve enfatizar essa promessa. Aécio acredita se quiser. Deixar o magote de lulo-petistas desempregados em 2010 definitivamente não está nos planos deste que se aposentou por invalidez ao decepar um dedo mindinho.
Enfim... Feliz 2011!
Escrito por Lázaro Chaves às 22h23
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Vitória do Mensalão – Feliz 2011
Acabo de assistir ao pronunciamento de Lula da Silva à imprensa. Não há motivos para crer que ele venha a modificar seu comportamento, seja para com a Imprensa, para com a oposição ou no encaminhamento do processo político e econômico brasileiro.
De tudo o que falou, sobrou demagogia e faltou verdade. Seria interessante que boa parte daquele discurso com repórteres selecionados dentre os órgãos de comunicação mais simpáticos aos bancos e ao governo estivesse em mínima sintonia com o que de fato pretende. 4 anos de truculência, mentiras e demagogia não se varrem com um discurso como aquele, similar a vários e inferior a muitos outros que fez entre uma vociferação e outra.
Impressiona que, mesmo quando deseja passar uma imagem de calma e concordância coroe suas contagens – não adianta, o cara nunca freqüentou o ensino formal e não sabe contar mesmo: jamais passa do “segundo” quando começa a arrolar itens; sempre diz: “primeiro por causa disso, disso e disso e em segundo, por causa daquilo outro, daquilo outro e mais daquilo”. Limitação, mais uma parecida com a outra ditadura que tivemos, além de ter o apoio da maioria, conta muito bem “um - dois, um - dois, um - dois” e é só... Enfim, nessas péssimas contagens propagandeia que “distribuiu renda e continuará distribuindo”. Quem quis, entendeu que através da esmola miserável ao povo idem, transferirá recursos dos mais ricos aos mais pobres. Na verdade, é um governo que distribui fartamente da classe trabalhadora para os especuladores.
Ainda sonho com o dia em que se fará um levantamento sincero, coerente e lúcido acerca do que está acontecendo no Brasil real e não nesse da fantasia propagandista de Lula da Silva e sua trupe.
Mas... Mesmo durante um discurso “de vitória”, presumindo-se, por simplificação, que esse processo esquisito e inaceitável para os países do Primeiro Mundo chamado de “urna eletrônica” seja mesmo confiável, Lula da Silva fez absoluta questão de mostrar, mais uma vez, seu viés autoritário e demagógico: “chamarei a todos para conversar. Quem não quiser conversar terá de se explicar”. A julgar pela maneira como tratou o Congresso Nacional (sempre na base da chantagem e do suborno – sem o menor interesse político-popular minimamente coerente) e a oposição (na base da mentira, promessas vazias e acenos de acordos que jamais se concretizaram); tomando como fundamento ainda sua afirmativa de campanha, que reiterou “[mensalão, sanguessugas, dossiês, vampiros, valdomiros, delúbios, gedemares...] já fizemos muito e vamos fazer muito mais” tudo indica que vem por aí, para começo de conversa uma brutal chantagem e aperto à oposição, a ser pressionada pela opinião pública. “Chama para conversar”, por exemplo sobre churrasco ou futebol, aparece em cena apertando mãos e cumprimentando e depois “se queixa” de não haver conseguido chegar a um acordo sobre tema que sequer entrou em pauta. A mentira se sofistica...
Para os de sempre, é hora de comemorar!

"E daí? Não estou dirigindo nada mesmo!"
Escrito por Lázaro Chaves às 22h21
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O que vem por aí...
Depois de uma campanha chocha, foi uma eleição igualmente chocha. As ruas estiveram vazias o dia inteiro. Pouca gente se interessou em comparecer para votar onde moro. Não me surpreenderei se os índices de abstenção e votos nulos pelo país afora atingir proporções colossais!
Fecham-se as urnas e, a menos que aconteça algum tipo de milagre de última hora, estará reeleita a proposta fascista contra a miseravelmente liberal. A contribuição do lulo-petismo para o retrocesso do Brasil aos marcos de um capitalismo subordinado, atrasado e a uma democracia limitada é marcante. Mas o estrago que a eleição de Lula da Silva em 2002 provocou à própria noção de esquerda política no Brasil será de dificílima reversão.
Seja quem for o eleito, podemos esperar, já para os próximos dias, o anúncio da série de medidas restritivas e recessivas que todos os capitalistas, da “esquerda” liberal hoje representada pelos tucanos à direita fascista representada pelo “lulo-petismo”, consideram “reformas necessárias”, ou seja, reduzir ainda mais direitos trabalhistas e reforçar os ganhos do capital especulativo. O que ambas as campanhas obtiveram de financiamento de banqueiros aponta claramente na direção de quem governa o Brasil por trás seja de qual for o presidente.
Outra fatalidade serão os escândalos, que haverão de se multiplicar muito, na eventualidade de os briosos institutos de pesquisa estarem corretos – saem todos em notável descrédito de todo o processo eleitoral, mas há uma chance concreta de que hajam acertado (não nos números proporcionais, mas na preferência da maioria) quanto ao resultado do segundo turno. Neste caso, a fábrica de escândalos do lulo-petismo seguirá ativa, diante de uma oposição intimidada diante do fato de as urnas haverem anistiado toda a quadrilha apontada pelo Procurador Geral da União e assim se sentirem isentados de maiores compromissos com a ética – seja o referendo, em apoio à roubalheira e a corrupção, verdadeiro ou não, por sinal. Se a maioria, como tudo indica, disser “sim” a Lula da Silva, vêm por aí os tempos mais sombrios da história pátria, com o prosseguimento da roubalheira, da corrupção, da imoralidade, do trato ilegal da coisa pública, com juros estratosféricos, impostos extorsivos, lucros recordes para bancos e uma ampliação na já terrível situação de desemprego, analfabetismo funcional, ausência de recursos para a saúde e a educação pública, infra-estrutura abandonada, concentração de rendas e a violência urbana decorrente deste quadro nigérrimo que se pinta.
Paralelamente a isso, a propaganda auto-ufanista seguirá hipnoticamente na direção contrária à realidade, de maneira ainda mais aguda e severa do que vimos no primeiro desmandato.
Não creio que esteja nos planos de Lula da Silva “passar o bastão” a quem quer que seja daqui a 4 anos. Se reeleito, podemos contar com várias tentativas golpistas, com possibilidade de sucesso, diante do nível de popularidade alcançado. Discordo dos analistas que vêem nos tucanos chamados de “moderados” uma aliança possível a quem os fascistas passariam o comando no próximo pleito presidencial. Pode acontecer de o governante, a exemplo do que fez várias vezes nos últimos 4 anos, fazer promessas e enviar acenos à oposição, sem jamais cumpri-las, meramente para domesticá-las. Com notável sucesso, por sinal.
Então é isso: se o resultado for mesmo aquele que se anuncia/avizinha, feliz 2011 a todos.
Escrito por Lázaro Chaves às 17h40
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