E avança a censura no Brasil
Há tempos os meios acadêmicos brasileiros controlam a produção cultural para que ela não seja radical, profunda, sincera. Não se pode contar a história de forma sincera, não se pode exercer atividade crítica verdadeira nas Ciências Sociais nas Instituições de Ensino Superior Brasileiras. O dogmatismo dominante reza, pseudo-weberianamente, “ser necessário separar a teoria da prática em ciências humanas” – isto conduz o pesquisador a focar sua reflexão não na busca de soluções concretas aos problemas reais por que passamos, mas a soluções abstratas de problemas igualmente abstratos. Não sucumbir ao dogmatismo dominante em todas – TODAS – as instituições de ensino superior brasileiras é ficar marginalizado.
Em economia é um pouco pior. Quem não concorda com o dogma “é preciso manter a inflação baixa e elevados os lucros do sistema financeiro” não encontra espaço. O cidadão, para se graduar (no caso da pós-graduação é ainda mais grave!) precisa concordar com este dogmatismo absoluto. Se na Idade Média o dogma era “fora da Igreja não há salvação nem perdão”, o dogma econômico hoje reza que “fora do capitalismo não há alternativa”. Quem discorda, não se gradua. Assim, fabrica-se a concordância.
Agora a Imprensa sofre um ataque insidioso. Nas redações, quem não abre mão da consciência para homologar e corroborar o que impõe o poder lulo-petista constituído sofre severas restrições internas e, os órgãos que não se dobram, enquanto instituição, estão sob violento ataque. Ressalte-se a Revista Veja, cujos repórteres sofreram a repressão de um delegado, provavelmente petista, da Polícia Federal. Ou A Folha de S. Paulo, cujos jornalistas sofreram a quebra de seu sigilo telefônico quebrado com vistas a que Autoridades também da Polícia Federal conseguissem burlar a Constituição Federal Brasileira e mesmo a draconiana Lei de Imprensa Brasileira.
Individualmente, as vítimas mais famosas ainda são Boris Casoy, afastado da Rede Record de Televisão por pressão do governo através da retirada da propaganda governamental da Petrobrás enquanto aquele funcionário não fosse afastado. Uma vergonha! Mais recentemente, Arnaldo Jabor, na Rede Globo de Televisão, sofreu o dissabor de receber um voto de desconfiança e estar hoje sob controle. Dia 28/10/2006, José Arbex se afasta do Jornal Brasil de Fato com base na discordância entre o escriba e o encaminhamento que o órgão está dando em seu apoio ao desgoverno Lula da Silva (Confira aqui: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/10/363248.shtml ). O mais recente caso é o de Olavo de Carvalho que, censurado no jornal Zero Hora, também se desligou. Veja em detalhes: (http://www.olavodecarvalho.org/semana/061029zh_censurado.html e http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=68 . Janer Cristaldo também se manifesta: http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=3583 ).
No meio jornalístico, o espaço para a liberdade de expressão vai se tornando mais restrito dia a dia e nos olhamos um em direção ao outro preocupados: quem será o próximo jornalista, âncora ou articulista a cair ou perder sua posição por se recusar a ceder ao pensamento unidimensional em apoio acrítico à quadrilha lulo-petista?
Escrito por Lázaro Chaves às 22h45
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O avanço insidioso da censura
Maria Sylvia de Carvalho Franco, celebrada Autora do não menos "Homens Livres na Ordem Escravocrata", uma erudita e abalisada intérprete do Brasil, assim se expressa hoje na Folha de S. Paulo:
Auto-reflexão e autocrítica
MARCO AURÉLIO Garcia prescreveu "auto-reflexão" para a imprensa, vezo subscrito por algumas redações. Argüir toda a mídia de inventar a mácula petista é uma contradição em termos. Marco Aurélio converte fatos em quimeras (nunca houve mensalão), mas os "erros" dos camaradas o desdizem. É preciso reavivar esses desvios para que o "agitprop" não logre desvanecê-los. Não há como eludir o caudaloso valerioduto, o contrato milionário assinado por dirigente distraído, o jipe recebido em troca de favores. Dinheiros fluem de fontes obscuras (como o dos aloprados) para fins escusos (como as contas paradisíacas de D. Mendonça) e surgem em cofres recônditos (peças íntimas). Assessores palacianos evoluem nessa ilícita ciranda. E Visanet, sanguessugas, bingos, Correios, cartões institucionais? O BNDES financia regiamente a Telemar, que, por sua vez, ajuda o filho do mais alto magistrado no país a passar de tostões a milhões. Ao se expor esse ganho, não se invadiu o círculo familiar do presidente; o fato originário foi que o seu círculo privado invadiu o público. Invencionice? (..) O auto-respeito sucumbe ao dogma. Garcia confunde tarefeiro partidário e imprensa ao exigir, desta, o sacrifício do intelecto. Que ele imponha silêncio obsequioso a jornalistas alinhados ao PT (há muitos), vá lá. Mas estendê-lo à toda a imprensa e, com ela, à opinião pública (que merece informação e juízos independentes) vaticina dias funestos. O prosélito, aliado a velhos gestores da ditadura, não só cala a si próprio mas, por toda parte, usa carga pesada para fechar espaços e silenciar vozes autônomas.
clique aqui para ler a matéria inteira: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0911200606.htm
Escrito por Lázaro Chaves às 05h54
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Para Entender Lula da Silva através de Ronald Reagan
Para entender o Poder, coletânea de palestras e ensaios de Noam Chomsky no período 1989 a 1999 que cobrem um vasto espectro da história e da vida estadunidense é um livro indispensável a toda a pessoa interessada em sociologia da sociedade contemporânea.
Saudado como um dos maiores – se não o maior – intelectuais da atualidade, Chomsky, renomado professor de lingüística do prestigioso MIT (Massachussets Institut of Thechnology) um arguto analista dos poderes da mídia sobre as pessoas, mergulha fundo no campo da sociologia política classificando-se hoje como o mais importante pensador Anarquista vivo.
Abaixo, alguns excerto, das páginas 82 e 83 da versão em português da Obra publicada pela Bertrand Brasil. É um texto com cerca de 20 anos de idade e refere-se ao presidente da república de outro país em outro momento histórico. Qualquer semelhança com presidentes vivos (muito vivos, aliás...) deste país aqui, não é mera coincidência, infelizmente...
(...) A população pode continuar votando, daremos a ela aquele negócio todo, terá campanhas eleitorais, todo o blábláblá, dois candidatos, oito candidatos – mas das pessoas em quem estarão votando será esperado que leiam o texto de um teleprompter e não se esperará que saibam nada além do que alguém lhes diz ou mesmo nem isso. (...)
(...) Mas isso só funciona se você tiver uma mídia obediente que fique se derramando a respeito de que figura maravilhosa e carismática ele é – vocês sabem, “o presidente mais popular da história”, “ele está criando uma revolução”, “a coisa mais impressionante desde a invenção do sorvete” e “como se pode criticá-lo se todo o mundo o ama?”. E você tem que fazer de conta de que ninguém está rindo, e assim por diante. Mas, se você consegue fazer isso, então foi longe, no sentido de marginalizar o público. E acho que nós provavelmente chagamos lá. (...)
(...) ele dizia as falas escritas para ele pelos ricos, fez isso durante 8 anos, pagavam-lhe bem, ele aparentemente estava gostando, ele parecia viver muito alegre lá, divertia-se muito. Podia dormir até tarde. E eles gostavam, os que pagavam achavam que estava ótimo, compraram uma boa casa para ele e o deixavam sair para pastar no gramado. (...)
[o futuro de Lula da Silva no passado de Ronald Reagan]
(...)
É muito impressionante como ele desapareceu. Durante 8 anos, as relações públicas, a indústria e a mídia vinham afirmando que esse cara havia revolucionado a América – vocês sabem, a “Revolução Reagan”, essa figura “fantástica e carismática que todo o mundo amava”, ele simplesmente mudou nossas vidas. OK, então ele acabou seu trabalho, disseram a ele que fosse embora – e é o final da história. Nenhum repórter sequer sonharia em se abalar para ir ver Reagan agora e perguntar sua opinião sobre alguma coisa – porque todo o mundo sabe que ele não tem opinião sobre coisa alguma. E sabiam disso o tempo todo. No julgamento de Oliver North, por exemplo, surgiu uma história sobre Reagan contar – não gosto de usar a palavra “mentira”, porque, como eu disse, até para mentir é necessário um mínimo de sofisticação intelectual e ali não era definitivamente o caso – mas sobre Reagan fazer declarações falsas ao Congresso, digamos assim. A imprensa nem sequer ligou: está bem, então Reagan mentiu ao Congresso, vamos em frente. A questão é que ele tinha cumprido sua função; portanto, ele se tornou irrelevante. É claro, vão exibi-lo trotando na próxima Convenção Republicana, para que todos possam aplaudir, e é isso aí. (...)
Clique aqui para ler mais: http://www.culturabrasil.org/understandingpower.htm
Escrito por Lázaro Chaves às 02h59
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A volta da censura prévia
É impressionante a similitude entre os encaminhamentos econômico e político nacionais entre aqueles aplicados pela Ditadura Militar e este da indigência intelectual desta direita travestida de esquerda, ou seja, fascista, no poder hoje! Há maior sofisticação, mas o resultado prático é o mesmo: desesperança, desalento, terror e corrupção.
Agora voltam a orquestrar o retorno da censura prévia, já tentado uma vez, através da criação de um “Conselho Federal de Jornalismo”, duas vezes, através da criação de uma Agência Nacional de Cinema e Áudio-Visual e três vezes através de anteprojeto parlamentar para “disciplinar” ou, na novilíngua petista, “democratizar” o exercício da liberdade de expressão.
O argumento vai na direção de sempre diante da indigência intelectual de quem fala o contrário do que pretende e de quem escuta o que é dito de maneira linear.
“Eu sou o resultado da liberdade de expressão neste país”, diz o mandatário maior. Em outras palavras, considera-se com autoridade suficiente para exterminar com ela.
Liberdade de Imprensa é algo que não existe na vida real, ponto final. O que almejamos é manter um direito constitucional assegurado após anos de luta: a liberdade de expressão. Deliram os que consideram este tema fora de pauta ou perigo: o preço da liberdade é a eterna vigilância e os discursos em torno do recente processo impetrado contra o Emir Sádico - porta-voz oficioso de Lula da Silva no Diário Oficioso do governo chamado “Carta Capital” – vão na direção de suprimir o direito de expressão questionando decisões judiciais.
Há pouco, questionado pela equipe de jornalismo da Band se estaria disposto a assumir o compromisso de trabalhar pela manutenção da liberdade de expressão, o mandatário maior tergiversou com a frase aí em cima. Todo o cuidado é pouco!
Escrito por Lázaro Chaves às 00h02
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Contendo o crescimento econômico brasileiro – com discurso cuidadosamente contrário
Argumento do gângster presentemente na Presidência do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, para sabotar o crescimento em nosso país:
“Ninguém tem mais interesse no crescimento do Brasil do que o Banco Central”
Como não interessa mesmo aos bancos e especuladores internacionais que a atividade produtiva gere mais lucratividade que a atividade miseravelmente especulativa, seu representante maior se incumbe de inviabilizar todas as possibilidades de crescimento real do Brasil, através da prática das mais elevadas taxas de juros do mundo e da adoção do sistema de metas de inflação, que já quebrou diversas nações. Lula da Silva concorda, se é que sabe de alguma coisa...
Escrito por Lázaro Chaves às 00h02
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Manipulando estatísticas
Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, sabe que o Brasil, sob o tacão de Lula da Silva, está mais pobre de maneira generalizada e a riqueza remanescente está cada vez mais concentrada. Acontece que ele aprendeu com os tucanos a controlar as estatísticas – e se mostra ainda mais diabólico e eficiente nisso que seus mentores, por sinal! – que delas extrai tudo o que não interessa ao discurso e à propaganda e apresenta uma realidade distorcida, maquiada, como avanço, progresso e realização. No Futuro, quando se avaliar com sinceridade o que diabos estava acontecendo com o Brasil na Era da Traição, se reincorporarão as grandes fortunas (hoje convenientemente expurgadas das estatísticas) e se medirá também os lucros jamais confessados com o capital especulativo. Assim teremos uma visão do Brasil real e somente a partir desta visão poderemos efetivamente fazer alguma coisa a respeito. Também as taxas de desemprego precisarão ser medidas com correção, sem maquiagem. Caso as mensurações computassem todos os brasileiros entre 18 e 50 anos de idade sem vínculo empregatício algum – desempregados mesmo – teríamos taxas elevadíssimas. E reais. Expurgando aqueles que ingressam agora no mercado de trabalho, os que desistiram de procurar emprego há mais de 1 mês, os que exercem algum tipo de atividade ilegal que lhes permite sobreviver sem serem presos ou terem suas mercadorias apreendidas (emprego informal no jargão oficial do governo) e quem se beneficie de algum programa assistencialista, com todos estes expurgos, a taxa de desemprego ainda atinge assustadores 20%. Quanto será a taxa real de desemprego no Brasil? Talvez daqui a uns 5 a 10 anos venhamos a saber...
A velha direita, no poder desde a chegada das caravelas, até hoje no governo com Lula da Silva, paga rios de dinheiro – do nosso dinheiro, fruto dos impostos mais altos do planeta! – para que a propaganda repise hipnoticamente o contrário da realidade. E, conjuminada com um magote de intelectuais venais, convence...
Nem mesmo Eric Blair, em seus delírios mais macabros, imaginou possível um tal nível de controle de corações e mentes.
Vamos ao supermercado – qualquer supermercado, de qualquer lugar do Brasil – com nossos salários cada vez menores e preços em perene estado de elevação, compramos cada vez menos coisas e de pior qualidade – o exemplo mais recente é o do pãozinho que, com a mudança de unidade para peso, sofreu a mais alta majoração da história: está 25% mais caro! – mas, se cometemos o desatino de comentar estes fatos com as pessoas ao redor, no próprio local, cada vez mais vazio que o dinheiro é pouco, ouvimos delas o mesmo que ouvimos da propaganda: “Absurdo! De jeito nenhum! Lula está governando para os pobres! Está tudo mais barato e os salários estão mais altos, eu vi na TV!” Os mais sofisticados chegam a citar um desses economistas venais qualquer que assim o declaram vezes sem conta, hipnoticamente.
Escrito por Lázaro Chaves às 04h54
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O esquerdista que o diabo gosta
Durante a Ditadura Militar, Antônio Delfim Neto, então ministro da fazenda dos generais e hoje interlocutor privilegiado de Lula da Silva, tinha ojeriza, asco da esquerda. Nunca foi idiota. Esperto, ao perceber Lula nos braços da direita ultraconservadora com o apoio do lumpensinato, como sói acontecer na história do mundo, saúda-o como o único “líder de esquerda capaz de submeter a Classe Trabalhadora às reformas necessárias ao avanço do Capital no Brasil”.
José Ribamar Sarney, ex-presidente do PDS, partido dos generais, assim se expressa sobre o traidor da Classe Trabalhadora: “O presidente Lula é uma revolução política, porque concluiu o processo democrático de trazer a governar os operários, a classe que se julgava afastada e para sempre condenada a coadjuvante. Sua biografia e o apoio popular que respaldam sua última eleição lhe dão a autoridade, que nenhum outro presidente teve, de procurar um terreno comum que possa reunir não somente as forças políticas mas todos os segmentos da sociedade para superarmos os entraves que estão aí, atravessando todos os governos e todas as vontades.”
Saudado como “de esquerda” e “revolucionário” por 10 entre 10 reacionários – aí incluído o “companheiro” George W. Bush, ansioso por aprender “como continuar sendo tão popular em meio a tantos e tamanhos escândalos” – há, no meio da indigência intelectual pátria, quem engula essa pílula como verdadeira. Bobagem. Lula está tão completamente inserido no campo da direita como o diabo no campo do inferno.
Escrito por Lázaro Chaves às 04h54
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