Autocrítica: Lula descobriu a fórmula do sucesso
Lula está absolutamente correto em sua avaliação: o brasileiro se acanalhou, os valores morais se esgarçaram completamente. Riem-se da honra, da honestidade, da correção e da ética – as próprias palavras, usadas nos lábios dos corruptos, perderam todo seu significado original.
Cometemos um gravíssimo erro de avaliação ao propor o mote “o povo não quer esmola, mas dignidade e trabalho!” Lula conseguiu demonstra precisamente o oposto: o povo miserável quer é “se dar bem”, “levar vantagem” e sair impune conforme vêem nos exemplos dos de cima!
Ao nomear o deputado tucano mais votado do país para a presidência do Banco Central não estava acenando à oposição, mas aos especuladores. Henrique Meirelles, respondendo a inquéritos parados no Supremo Tribunal Federal, é oriundo da ciranda financeira que faz fortunas da noite para o dia sem o menor esforço laboral. Gerente e representante dos interesses do Bank Boston, exerce atividades completamente sem controle algum de quem quer que seja para garantir que o Brasil siga expendendo uma fábula de recursos a desviar à ciranda financeira. Em sua gestão, pagando mais que todos os anteriores aos especuladores, conseguiu ultrapassar em muito a barreira do trilhão (R$ 1.250.000.000.000,00 segundo cálculos mais recentes) em endividamento crescente e com isso consegue fazer o risco país cair a patamares jamais antes avençados. Estamos hoje, segundo avaliação do Banco J. P. Morgan, num dos menores patamares do mundo! Isso significa muito simplesmente que o Estado Nacional Brasileiro merece cada vez mais a confiança dos especuladores internacionais: seguirá desviando recursos da saúde, educação, segurança, saneamento e infra-estrutura o dos governos seguirem desviando recursos da santeadores, conseguiu ultrapassar em muito a barreira do trilhuem quer que seja para a ciranda financeira.
Pena que a Economia deixou de ser ciência e se tornou um sacerdócio. Se ainda existisse algum eivor de honestidade intelectual por parte dos economistas se perceberia que, onde o J. P. Morgan considera mais arriscado especular o povo vive melhor e o risco-país é mais elevado. Onde o risco país é mais baixo, o povo vive muito pior.
Basta mencionar que atrocidades como rebeliões nos presídios, chuvas de balas perdidas nas grandes cidades, crimes contra turistas e, mais recentemente, o apagão aéreo levando o Brasil a ser considerado um dos locais mais perigosos do mundo para a aviação civil coincidiu com as maiores quedas no risco-país para perceber a falácia.
A nota cômica da semana fica por conta do Manteiga. Depois de ensinar ao IBGE (Instituto Brasileiro de Maquiagem das Estatísticas) como fazer o Brasil apresentar melhores resultados com pequenos ajustes de cálculos, pretende agora ensinar o mesmo ao J. P. Morgan... Ainda considera os menos de 160 pontos um índice mais elevado do que o país merece. Talvez esteja certo. Pela lógica que vem norteando seu procedimento à frente do Ministério da Fazenda o país é hoje um dos mais seguros aos especuladores do mundo! Pena ser tão inseguro para os cidadãos comuns, tão sobretaxados que estamos em grande medida nos piores níveis desde o feudalismo.
Leia mais: http://www.culturabrasil.org/mais_que_sombrios.htm
Escrito por Lázaro Chaves às 20h06
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